Aconteceu duas vezes em uma semana: a escritora britânica J.K. Rowling, autora da série de livros do bruxinho Harry Potter foi criticada após usar suas redes sociais para fazer declarações contrárias aos direitos das pessoas transgênero.
Na terça-feira (17), ela publicou uma foto em que se lê “Repita conosco: mulheres trans são mulheres”. Em cima da imagem, ela escreveu “Não”. No mesmo dia, Rowling postou que iria presa por dois anos feliz se a alternativa fosse o “discurso forçado” e “forçar a negação da importância do sexo”.
Os posts de J.K. Rowling foram uma reação à notícia de que o Partido Trabalhista apresentaria um projeto com punições mais rigorosas para abusos direcionados a pessoas trans. A legislação britânica atual considera crime de ódio trocar o gênero de uma pessoa deliberadamente por hostilidade à identidade transgênero da vítima. Um futuro governo trabalhista poderia endurecer a punição a esse tipo de crime, considerando-o uma “ofensa grave”, o que já acontece com a injúria racial, com pena de 2 anos de prisão.
Rowling ainda fez piada sobre o que faria na prisão: “Prefiro a biblioteca, obviamente, mas ficaria bem na cozinha. A lavanderia pode ser um problema. Tenho a tendência de encolher coisas e torná-las rosa acidentalmente. Mas acho que isso não deve ser um problema se forem apenas lençóis”, postou a escritora.
Na semana passada, J.K. Rowling criticou uma deputada trabalhista por sua posição sobre os direitos de pessoas trans. Lisa Nandy afirmou que estupradores que se identificarem como mulheres deveriam cumprir pena em cadeias femininas. Rowling então questionou: “Dado que você é uma das maiores razões porque mulheres de esquerda não confiarem mais nos Trabalhistas, você mantém esses comentários?”.
Em fevereiro, J.K. Rowling se defendeu das críticas por seus comentários transfóbicos e afirmou ser “profundamente incompreendida”.
Em entrevista ao podcast “The witch trials of J.K. Rowling”, que será lançado no próximo dia 21, a autora de “Harry Potter” revelou: “O que me interessou nos últimos anos, particularmente nas redes sociais, (é quando os fãs dizem) ‘você estragou seu legado, você poderia ser amada para sempre, mas escolheu dizer isso’. E eu penso: ‘você não poderia ter me incompreendido mais profundamente’.”
Antes disso, em junho de 2020, Rowling publicou uma série de tweets questionando o uso da expressão “pessoas que menstruam”, e afirmando que já havia uma palavra que resumia a expressão, se referindo a “mulheres”. Os posts irritaram os fãs e a comunidade LGBTQIA+, e geraram críticas de Daniel Radcliffe, Emma Watson, Rupert Grint e Eddie Redmayne, todos atores do universo “Harry Potter”.
Com informações do Jornal O GLOBO.








