O grande e sensacional Asian Men Body Paint Fashion Show estampou a Net neste último final de semana. Trata-se de um desfile masculino bem típico e ilustrado, colorido e eclético, com modelos pintados e maquiados com as mais diversas representações culturais de todos os tempos. Marcou!
Em Campos dos Goytacazes, Artur Gomes dá andamento ao projeto Geleia Geral – Revirando A Tropicália – na Santa Paciência – Casa Criativa – em Campos – dia 26 de agosto, já em sua terceira edição. Está convidada a participar de alguma forma, mesmo à distância – com espaço para mostras, virtual e presencial.
A importância deste projeto de Artur Gomes é vital para a cultura em Campos dos Goytacazes, pois trazer e explorar a linguagem poética, além de um exercício de grande valia para os Estudos Literários, é ter a certeza que os versos estão vivos, a musicalidade soa nos versos criativos de diversos autores da planície goitacá. O próprio Artur Gomes traz bastante valia no seu projeto ao reviver crítica e artisticamente os 100 anos da Semana de Arte Moderna.
As grandes metáforas da atualidade já há 100 anos fizeram os brasileiros ter acesso a várias “novidades” trazidas pela Semana. A ideia do novo representando as novas vanguardas europeias no Brasil, mais particularmente no grande centro São Paulo fez da Semana de Arte Moderna um começo para os ismos do século XX e XXI, em uma revisão dos valores estéticos e culturais brasileiros diante do mundo eclético e opulento de vozes tão diversas.
A indústria e suas revoluções trouxeram um imaginário paralelo às artes e muito influenciou a linguagem, assim como a fotografia e o cinema. Deu-se mobilidade maior à literatura, mais legítima e menos egoísta ao dialogar de forma tão necessária e rica com a arte em geral, a tecnologia e seus prolegômenos.
A poesia desde o concretismo vem ser agora tema da mais nova Antologia de Poetas Brasileiros Modernos II MOSAICO (Editora CRV, 2022), por mim organizada e que tem vários autores estudiosos da poesia contemporânea: Deneval Siqueira de Azevedo Filho, Elizabeth Caron Sandrini, Cinthia Silva, Cláudia Fachetti, Adriano Moura, Mirella Longo e Felipe Augusto, João Vicente Alvarenga, Marcelo Veronese, Lino Machado e Virgínia Coeli Albuquerque, com prefácio de Ítalo Moriconi. Grande pedida para ler e reler a Semana e seus vindouros e atuais locais culturais.
São o que chamo de as grandes metáforas da atualidade: não se pode mais ter acesso ao belo sem desconsiderar a guerra, a fome, a miséria humana em sua generalidade, o obsceno, o erótico, em diálogo com outras linguagens como o cinema, o teatro, a dança, o espetáculo no geral, seja ele ao vivo, na net ou em forma de DVD, e/ou outras formas de constituição da linguagem no contemporâneo.
O homem, então, ao revisar a I Semana de Arte Moderna no Brasil, em 1922, há que considerar todos estes aspectos e vai ter em mão um revisionismo multifacetado e muito mais rico em variantes: o poema visual é um exemplo. A Poesia visual é um tipo de poesia que tira certas distinções entre gêneros como poesia, teatro, música, dança, pintura, escultura entre outros.
O que é um poema visual?
A poesia visual é um tipo de poesia em que – abolindo-se certas distinções entre os gêneros textuais e outras formas de arte – o texto, as imagens e os símbolos são dispostos de tal forma que o elemento visual assume papel preponderante na obra, não dependendo de elementos verbais para ser caracterizado como poesia.
A riqueza está no conjunto e na forma como no tema, ricamente expostos num conjunto coeso.
E la nave va.








