O isolamento social em face do coronavírus motivou a artista plástica pernambucana Leda Risse a criar uma série de estampas em tecidos.
Radicada há 20 anos na Suíça, ela inspirou o trabalho no medo das pessoas diante do vírus que se tornou um inimigo global.
O trabalho é decorrência da intensificação da produção em casa, forma com que a artista encontrou para superar as circunstâncias excepcionais que inibe a socialização.
“O que me inspirou foi pensar que diante de tanta dificuldade, é na guerra que se formam os grandes soldados,”, disse.
A ideia inicial da artista, enquanto se encontra em isolamento social, foi o de melhorar os quadros que vem pintando. Daí, a ideia de criar estampas. Com isso, Leda observou que poderia melhorar ainda mais os seus quadros, saindo da pintura das telas para os tecidos.
A artista que se diz apaixonada por arte abstrata e textura tem o desejo desejo de que as estampas criadas neste período de pandemia estejam em alguma coleção de roupas criadas por estilistas.
A história de vida, do Brasil até chegar a consagração na Suíça, é comovente. Com o nome de batismo de Edileusa Batista de Andrate, ela foi mãe de gêmeos aos 19 anos, e como não conseguia sobreviver a pintura no Brasil, a artista chegou a trabalhar como cabeleireira, mas nunca abandonou a arte. Pintava sempre que podia.
Como não tinha dinheiro para comprar pincéis, pintava com as mãos, o que lhe permitiu praticar o abstrato e textura.
A arte faz parte de sua rotina desde os 10 anos idade, quando começou a pintar desenhos abstratos. Ainda criança, usava as toalhas de mesa, tecidos, panos de prato e cortinas como telas para a sua inspiração
A virada em sua vida se deu em 2001, quando mudou-se para a Suíça. Morando em Lausanne, casou-se com o atual marido e diretor artístico Thierry Risse, em 2017. No novo país adotou o nome de Leda Risse.
Em duas décadas o reconhecimento. Risse conquistou medalha de prata por seus trabalhos pincelados em suas telas, no “France Asia Cultures – le point des arts”. Em 2016 foi premiada como melhor artista brasileira em Zurique, na Suíça.
Não fosse a crise global, a artista iria expor suas telas em salões de artes na Bélgica e EUA, porém teve que adiar suas viagens.








