Em Abril se comemora o mês do livro, em que dia 02/04 é o Dia Internacional do Livro Infantil, dia 18/04, o Dia Nacional do Livro Infantil e dia 24/04, o Dia Mundial do Livro.
Em estudos realizados por especialistas, em tempos de pandemia, e com seu agravamento, o livro deveria ser companhia, refúgio e alento para seus leitores. E para muitos é. Mas esquecem que no Brasil, os brasileiros não fomentam ou praticam o ato de leitura como costume, muito menos o farão como refúgio ou alento. Vamos analisar o caso da taxação de livros por este governo ignóbil.
Paulo Guedes, quando tenta justificar a taxação dos livros em sua proposta enviada ao Congresso (os livros ainda são imunes à taxação por serem considerados hoje bens essenciais, segundo a Constituição Federal) afirma que os ricos lêem mais que os pobres.
Mero engodo! A pesquisa Retratos do Brasil (2020) nos mostra que a parcela mais pobre da população “mantém índices constantes quanto ao hábito de leitura de livros, enquanto o hábito de leitura das classes A e B está em queda.” (Idem)
Este pensamento de que a literatura é indispensável como a comida e outras necessidades, portanto, direito fundamental, já é defendida por Antonio Candido em seu Vários Escritos (2011), já que ele reflete sobre o tema defendendo o direito da leitura, do acesso à literatura e ao livro como direitos humanos.
E o que é necessário fazer para que todos tenham acesso ao livro? Novas políticas de acesso, pela democratização da produção, circulação e difusão do livro, mesmo o ebook, pois há temas bem atuais e mesmo as histórias infantis têm autores de primeira linha, que já podem interessar crianças e adolescentes.
É fundamental, PORTANTO, “valorizar o trabalho dos profissionais da cadeia do livro,“ especialmente as pequenas editoras, as editoras locais, e novos autores que vão chegando. Além, livros bem articulados e produzidos, bem ilustrados, um cuidado especial com as produções e temáticas relevantes. Aí teremos feito a nossa parte. Leitores que somos!








