Na semana da Moda em Paris, Dior aponta o perfil da mulher que vai brilhar na temporada mais quente do ano: simples, leve e flertando com a sensualidade |
Da AFP | Foto: Miguel Medina
Simples e leve, flertando com a sensualidade da lingerie, a mulher Dior que desfilou na última sexta-feira (02/10) em Paris não deixará nada indiferente no próximo verão.
Para o evento mais esperado da Semana de Moda – junto com o desfile da Chanel na próxima terça-feira (06/10) – a Dior deslumbrou seus convidados instalando na sóbria Cour Carrée do Louvre uma colina coberta de flores, grande paixão do fundador.
Na passarela o estilista belga Raf Simons desfilou uma coleção despojada de elementos supérfluos, concentrada na pureza das linhas sensuais, mas disciplinadas.
Modelo apresenta criação da Dior, em Paris, no dia 2 de outubro de 2015 | Foto: Francois Guillot
Simons usou em toda a coleção a ideia de conjuntos que evocam a intimidade da lingerie feminina, de inspiração vitoriana, onde o branco imaculado reinou com impecável leveza, usando transparências e contrastando as vezes com elementos pretos para os looks noturnos.
“Quis que emanasse da coleção certa pureza”, explicou Raf Simons em uma mensagem aos convidados. “Uma coleção simplificada ao extremo, concentrada em uma só linha diretriz que expressa a própria ideia de feminilidade, fragilidade e sensibilidade, sem sacrificar a força e o efeito.”
Entre as milhares de flores azuis, que além de cobrir a colina também estavam presentes na decoração interior, destacou-se entre os convidados a cantora americana Rihanna, usando um vestido-capa rosado e botas de cano alto pretas.
Mulher-flor
Como nas coleções anteriores, Simons apelou para elementos futuristas dialogando com referências ao passado, mas dessa vez com moderação proposital.
“É como se esta mulher estivesse a ponto de viajar através do espaço e do tempo”, disse Raf Simons.
A mulher-flor venerada por Monsieur Dior, habitualmente domesticada em um jardim onde tudo está no seu exato lugar, chegou desta vez em uma versão mais simples e natural.
Não faltaram também variações da jaqueta “bar”, uma das grandes invenções do criador do “New Look” dos anos 1940-50, nem mesmo o diálogo entre o masculino e o feminino, tendência recorrente que teve a presença redobrada em várias passarelas nessa temporada.
Na Dior o vestido feminino recorre ao look masculino em versões variadas do clássico terno com listras horizontais e corte sensual que liberam jaquetas de inspiração militar.
A simplicidade dá vez em alguns modelos a um show deliberado de sofisticação, como em uma refinada jaqueta branca com flores bordada em alto relevo.