O novo prefeito de Campos (RJ), Wladimir Garotinho (PSD), vêm ao longo dos dias de recém eleito, se dividindo entre conversas com a sociedade civil, montando o governo e de olho na equipe de transição.
Nesta primeira semana, ele conversou com o Sindicato dos Profissionais Servidores Públicos Municipais (Siprosep), e se mostrou preocupado com os salários de janeiro dos profissionais.
– A minha equipe de transição não tem acesso a nenhuma informação oficial da prefeitura, o que dificulta muito nosso trabalho de organização prévia das contas. Estou muito preocupado com isso e, caso essa transição não aconteça dentro de um tempo hábil, os servidores correm o risco de não terem seus salários de janeiro pagos em dia – disse o prefeito.
A presidente do Siprosep, Elaine Leão, diz que está na direção da entidade há cinco meses e até o momento não teve nenhum diálogo com o prefeito Rafael Diniz, o que espera que não aconteça a partir de 2021 com o governo Wladimir Garotinho.
– Estes últimos quatro anos foram muito difíceis para o servidor público, especialmente para aposentados e pensionistas que, neste período de 4 anos, não teve sequer um 13º salário pago de forma integral, todos eles parcelados, além do pagamento mensal. A abertura deste diálogo a partir de agora é muito importante para todos nós servidores – finaliza a presidente do Siprosep.
Hospitais filantrópicos
Acompanhado do vice-prefeito Frederico Paes, eles receberam os representantes dos hospitais filantrópicos. Na conversa eles reafirmaram o compromisso de campanha e disseram que a parceria entre a Prefeitura e os hospitais é um dos caminhos para a resolutividade dos problemas na área da saúde.
Frederico solicitou aos gestores para que, antes da posse, apresentem um levantamento das dívidas que serão herdadas pelo próximo governo. “A ideia é criarmos um cronograma de pagamento destas dúvidas de forma parcelada e manter o pagamento aos hospitais em dia durante o nosso governo”, disse.
Wladimir relatou que nos anos de 2019 e 2020 foram gastos em Saúde mais de R$ 1,8 bilhão. “E hoje o que vemos é uma Saúde destruída, com postos fechados em plena pandemia, os hospitais filantrópicos sem receber a complementação há mais de um ano. Vamos sempre buscar um bom entendimento, através de diálogo, com os gestores desses hospitais pois entendemos que são estas unidades que possuem a resolutividade dos casos que precisamos regular de forma eficiente”, ressaltou.
Segundo o administrador do Álvaro Alvim Flavio Hoelzle, o hospital só sobreviveu graças as emendas parlamentares de Wladimir como deputado federal.
De acordo com o diretor da Beneficência, Jorge Miranda, são os hospitais que resolvem 70% dos casos da rede SUS. “Por isso que entendemos que uma parceria bem administrada entre a prefeitura e os hospitais os recursos chegarão às unidades sem termos que entrar na Justiça, como aconteceu algumas vezes com o atual governo”, comentou.








