Com a vacinação contra a pandemia em andamento, começaram as discussões sobre quando voltam às aulas de forma presencial. Com isso, alguns estados ficaram divididos, isto é, algumas cidades acreditam que as medidas de proteção podem garantir a segurança de todos nas instituições.
Outras preferem precauções e não aprovam a volta presencial, pois acreditam que a pandemia ainda não está controlada e as escolas não estão ainda preparadas para receber 100% da capacidade.
Para saber mais sobre o assunto da retomada presencial do ensino, confira nosso texto a seguir!
Previsão de volta as aulas presenciais
Para o funcionamento das instituições com capacidade máxima, as unidades precisam garantir um distanciamento mínimo de um metro entre os alunos. A pandemia ainda está acontecendo. Além disso, é necessário o uso obrigatório de máscara pelos funcionários e estudantes, e a disponibilização de álcool em gel.
As escolas que não tiverem condições de respeitar o distanciamento durante a pandemia, irão funcionar sobre o esquema de rodízio. Ou seja, dividir os alunos em grupos e realizar as aulas presenciais com cada turma em dias diferentes e, assim, garantir atendimento a todos os alunos matriculados na instituição.
No entanto, as creches públicas e privadas, que atendem crianças de zero a 3 anos, tem exceção. De modo que, na pandemia, irão funcionar com capacidade de apenas 60%. Anteriormente, estavam funcionando com capacidade de 35%.
Calendário de volta às aulas
O calendário de volta às aulas na pandemia varia de um estado para o outro.
Sudeste
Dessa forma, a volta às aulas Rio de Janeiro e Minas Gerais acontecem de forma parcial. Assim, no Rio, algumas escolas da capital e de outras cidades podem oferecer ensino híbrido, e a capacidade máxima nas salas de aula pode variar. O cálculo é feito conforme o nível de risco da pandemia de cada município. Além disso, a vacinação dos profissionais da educação está acontecendo desde junho.
Em Minas, a vacinação dos professores também está acontecendo desde junho. Desse modo, o retorno está sendo feito de forma segura e gradual. As escolas estaduais já começaram a receber alguns estudantes para a realização de atividades presenciais durante a pandemia.
Em São Paulo, os professores entre 18 e 46 anos foram vacinados em maio, e a maioria das escolas já têm autorização para a volta. Nesse sentido, o Espírito Santo segue o mesmo caminho, com o retorno às aulas presenciais, liberado desde junho.
Além disso, em São Paulo, as aulas nas universidades e escolas técnicas estão sendo retomadas desde o início de agosto. Assim, as instituições de ensino superior podem receber presencialmente 60% da capacidade das universidades. Por outro lado, o ensino técnico, segue as regras da educação básica, isto é, não tem limite de ocupação.
Sul
No Sul, apenas o Paraná está com um retorno parcial, o estado, durante a pandemia, teve aulas suspensas em 12 escolas devido a casos de COVID-19. Em contrapartida, o Rio Grande do Sul e Santa Catarina estão adotando a estratégia de retorno gradual das aulas presenciais.
Centro-Oeste
No Centro-Oeste, os estados de Goiás e Mato Grosso do Sul ainda não retornaram com as aulas presenciais e, assim, continuam com o ensino remoto. Por outro lado, Distrito Federal e Mato Grosso estão retornando de maneira parcial.
Nordeste
No Nordeste, apenas Sergipe já retornou grande parte das atividades presenciais. Dessa forma, estão autorizadas as aulas para 1° e 2° do ensino fundamental das redes estaduais e os últimos períodos do ensino superior.
Em contrapartida, Alagoas, Maranhão e Paraíba continuam com a modalidade presencial suspensa, os demais estados da região estão retornando de maneira gradual.
Norte
Na região Norte do país, apenas Amazonas e Tocantins estão realizando ensino híbrido, os demais estados estão apenas com as aulas remotas.
Calendário vacinação
O calendário nacional ainda não existe e, assim, as vacinações variam pelo país. De modo que, a distribuição das doses está respeitando o tamanho da população de cada estado. Isto é, em tese, todos deveriam ter doses suficientes para que consigam a imunização em datas semelhantes. Assim, o país conta com três imunizantes: CoronaVac, Pfizer e AstraZeneca. Logo, a previsão é que até 2022 a maioria da população esteja vacinada.
Alguns estados como Bahia, Rio Grande do Norte e Pernambuco preferem não fazer projeções devido a uma certa desconfiança com o cronograma que está sendo feito durante a pandemia. Por outro lado, a projeção é de que, até o final de setembro, o Ministério da Saúde receba 190 milhões de doses para ajudar no combate à pandemia.
Dica para a volta às aulas pós-pandemia
A volta às aulas, durante a pandemia, está acontecendo em grande parte de forma gradual. Logo, algumas dicas podem ser fundamentais para esse retorno, pois, podem ajudar os estudantes a se adaptarem de maneira mais rápida à rotina escolar. Dessa forma, entre as dicas, estão:
Renovar os materiais escolares
Renovar os materiais escolares é uma forma de se manter motivado para o retorno às aulas. Além disso, a sensação de comprar novos objetos escolares pode ser muito benéfica. Assim, organize tudo, não deixe para a última hora e doe os materiais que você não usa ou não quer mais.
Definir horários e ter um cronograma
O ideal é ter horários para dormir e acordar. Para isso, organize todas as suas atividades, hora de estudo e anote as datas das provas e trabalhos. Com isso, fica mais fácil de você conseguir organizar uma rotina de estudo em que é possível você ter momentos de estudo, lazer e descanso.
Além disso, é importante procurar um local confortável e adequado para você conseguir se concentrar nas atividades e nos estudos.
Mantenha a produtividade e estabeleça objetivos
Uma das estratégias que você pode utilizar para não perder a produtividade é estabelecer metas semanais. De modo que, os desafios vão te dar ânimo para realizar as tarefas diárias e estudar para as provas e simulados. Como também podem te incentivar a buscar alternativas divertidas de estudo.
A pandemia trouxe algumas dificuldades para que a volta às aulas fossem realizadas de maneira mais rápida. Em contrapartida, todos os avanços que estão sendo feitos na vacinação das pessoas estão melhorando as projeções para o próximo ano. Desse modo, a tendência é que em 2022, as escolas e universidades já estejam operando com 100% da capacidade.








