A Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) aprovou projeto de autoria do deputado Rodrigo Bacellar (SD), que obriga as unidades públicas e privadas de saúde de todos municípios fluminense a realizar o teste do bracinho em crianças a partir dos três anos de idade.
O procedimento ajuda no combate a hipertensão arterial infantil, o diagnóstico precoce de doenças cardíacas, doenças renais, na retina e obesidade.
“Quando a aferição da pressão arterial apontar possíveis alterações, a criança deverá ser encaminhada a um atendimento especializado para a realização de exames complementares”, explica Bacellar.
ENTENDA O CASO
A hipertensão arterial é considerada como um problema de saúde pública pela Organização Mundial de Saúde OMS) e nos últimos anos atinge exponencialmente as crianças e adolescentes, principalmente, em função dos hábitos alimentares e sedentarismo.
Nos primeiros anos de vida, a pressão arterial também pode indicar a manifestação secundária de alguma doença de base, como enfermidades renais, endócrinas, cardíacas e pulmonares, além de ser um indicativo de uma possível apneia do sono.
“Bebês prematuros e crianças que nascem com baixo peso também estão sujeitas a desenvolver hipertensão arterial secundária”, destaca o parlamentar.
Pesquisas indicam que a elevação da pressão arterial na infância pode ser um fator de risco para que a enfermidade se manifeste posteriormente, na fase adulta.
As observações dos pacientes tem que levar em conta fatores genéticos. Filhos de pais hipertensos, por exemplo, precisam de vigilância para saber se fatores hereditários terão implicações como pressão alta.
Outras doenças crônico-degenerativas hereditárias, que podem ser indicadas durante o teste do bracinho, atacam vasos sanguíneos e provocam lesões graves no coração, cérebro, rins, membros e outras grandes artérias do corpo humano.








