Produtores rurais que não receberam indenizações ocupam terras desapropriadas para abrigar distrito industrial |
Da redação |
É tensa a situação no Açu, 5º distrito de São João da Barra, no Norte Fluminense. Pequenos produtores rurais e a Prumo Logística, controladora do Porto do Açu, travam uma luta pelo domínio de terras. A equipe do Profissão Repórter, da Rede Globo, está produzindo um documentário na Região.
Indignados com o não pagamento das indenizações pelas desapropriações de terras, um grupo de agricultores está desde a tarde de quarta-feira (02/09) acampado em uma propriedade rural, cuja área está sob administração da Prumo Logística Global, empresa responsável pelo Complexo Portuário do Açu. A operadora fatura R$ 250 milhões/ano com o aluguel das propriedades.
As terras foram desapropriadas há cinco anos pela Companhia de Desenvolvimento Industrial (Codin/RJ). Segundo os produtores não houve pagamento pelas indenizações. Uma das empresas controlada pela Prumo e, que, seria detentora de boa parte das terras no Açu, não estaria permitindo a pastagem do gado retirado das propriedades.
Por falta de local para o juízo enviar os animais, pois com as desapropriações, os currais teriam sido destruídos, eles estariam perdendo o meio de subsistência. Alguns produtores sobrevivem da produção leiteira. Eles reivindicam o pagamento das indenizações pela saída das terras, ou a permissão para voltar às propriedades.
“Não queremos promessas mentirosas e, sim, o que é nosso por direito. Somos trabalhadores honestos e não aceitaremos mais humilhações. Ninguém aqui é invasor. Os invasores são eles (empresa). Vamos ficar aqui até que solucionem nosso problema. Ou paga, ou devolve”, disse José Roberto de Almeida, 53 anos, morador da localidade de Água Preta.
*Com informações de O Diário








