Instituto que avaliou governo de Campos com 82% de aprovação foi criado há um mês; telefone é inexistente e sócios são ligados ao secretário de Educação
Da redação
A empresa que realizou pesquisa em Campos dos Goytacazes, norte fluminense, apontando o prefeito Rafael Diniz (PPS) com 82% de avaliação positiva é uma recém-nascida no mercado. Ela foi criada no dia 21 de fevereiro deste ano, praticamente um mês antes de divulgar o resultado da sondagem publicada no jornal Folha da Manhã há uma semana (29/04).
Seu histórico é um forte indicativo de engodo preparado por “cozinheiros” trapalhões, tipo aqueles que erram a mão no tempero e provocam diarreia nos convidados. A divulgação do resultado provocou uma forte reação de internautas nas redes sociais, porque de acordo com os números do DPSC, Diniz teria uma avaliação melhor do que o prefeito de São Paulo, João Dória, que segundo o Datafolha tem 76% de avaliação positiva, que seria uma das melhores do país.
Registrada na Junta Comercial no dia 21 de fevereiro deste ano com o nome de DSPC Serviços e Consultoria Ltda ME, a empresa tem como sócios Edson Filipe dos Santos Coutinho (que até recentemente militava no PT) e Djamilla Alves Oliverio Pereira de Barros, ambos ligados ao secretário de Educação Brand Arenari.
De acordo com documentos obtidos pelo Portal VIU ONLINE, o capital social da empresa é de R$ 150 mil. O número de telefone apresentado no Cadastro Geral de Pessoa Jurídica, (22) 99741-8669, dá como inexistente.

O endereço é Rua Voluntários da Pátria, número 500, sala 602. O imóvel localizado no edifício Platinum está registrado em nome de Lígia Corrêa Silva, mas a sala fechada diariamente.
Uma rápida busca no site da Folha da Manhã demonstra que Coutinho goza de tratamento vip por parte de alguns blogueiros da Folha, como a denominada Thaís Tostes, que assina uma página com o sugestivo nome de Na Lata.

Em sua página no Facebook, o sócio proprietário do DPSC também gosta de ostentar tatuagens e de se exibir em trajes exóticos.
Pesquisa tem se mostrado um ingrediente indigesto na Folha da Manhã. Recentemente o matutino e o Instituto PRO 4 foram condenados pelo Tribunal Regional Eleitoral por divulgação irregular de pesquisa na cidade de Quissamã, durante as eleições do ano passado.








