Quatro sindicatos que representam segmentos de servidores públicos em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, promoveram uma carreata na tarde de sábado (11). O objetivo foi reivindicar o pagamento de salários e direitos trabalhistas a servidores da ativa, aposentados, pensionistas, contratados e prestadores de serviços do Município.
Sem sair dos veículos por conta do decreto municipal, que impede aglomerações os funcionários públicos representados pelos Sindicatos dos Profissionais Servidores Públicos Municipais de Campos (Siprosep), Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Campos (SES) e dos Médicos de Campos (Simec) percorreram diversas ruas da cidade.
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Fonte: Facebook
Entre as reivindicações, eles pedem regularização dos salários e pagamento de direitos trabalhistas como gratificações, adicionais noturnos e de insalubridade.
Presidente do SES, Carlos Morales, criticou o parcelamento do mês de junho para aposentados do Instituto de Previdência dos Servidores Públicos de Campos (PreviCampos), que receberam apenas 75% de seus benefícios na última quarta-feira.
“Essas pessoas trabalharam a vida inteira, contribuíram, recebem uma aposentadoria que mal dá para pagar remédios e têm seus benefícios parcelados justamente no meio de uma pandemia. Isso não se faz. Pedimos dignidade e respeito”, disse Morales.
Segundo a Prefeitura, os 25% restantes dos salários deverão ser pagos no decorrer próxima semana.
De acordo com a presidente do Siprosep, Elaine Leão, os servidores da ativa também sofrem com atrasos no pagamento.
“O servidor da ativa não sabe mais que dia recebe. Nosso pagamento era no último dia útil do mês. O prefeito Rafael Diniz colocou para o quinto. Esse mês, ele anunciou que seria dia 15. Com isso, ficamos com a vida financeira muito enrolada”, disse.
Além de estarmos com salários defasados, não sabemos quando podemos colocar os vencimentos das nossas contas. Os juros são altos e nós acabamos pagando por isso. Então, em prol de um salário em dia, um salário integral, fomos para a rua”, salientou Elaine.
A situação dos prestadores de serviço remunerados por Recibo de Pagamento Autônomo (RPA), que acumulam até seis meses de salários atrasados, também foi lembrada. “Estamos movendo ação trabalhista para que eles possam receber”, afirma Morales.








