Aurélio Alves, sargento da Marinha que matou o vizinho na porta de casa, se tornou réu por homicídio doloso (quando há a intenção de matar) duplamente qualificado. O pedido foi aceito pela Justiça nesta sexta-feira (18) pela juíza Juliana Grillo El-Jaick, da 4ª Vara Criminal de São Gonçalo.
Segundo informações do portal g1, a magistrada também acatou o pedido para que a viúva de Durval Teófilo Filho, Luziane Teófilo, seja assistente de acusação no processo. “Defiro, na íntegra, a cota ministerial, DEFERINDO, ainda, o pedido de habilitação, como assistente de acusação, da viúva da vítima. Dê-se ciência ao Ministério Público”, diz a decisão.
Com a mudança da denúncia para homicídio doloso, a pena pode variar de 6 a 20 anos de prisão. Segundo o Ministério Público do Rio de Janeiro, Aurélio matou Durval por motivo torpe e não deu chance de a vítima se defender. Inicialmente, o caso havia sido registrado como homicídio culposo, quando não há intenção de matar.
Relembre o caso
Um sargento da Marinha assassinou a tiros o próprio vizinho na noite de 2 de fevereiro em São Gonçalo, no Rio de Janeiro. Aurélio Alves Bezerra alegou que confundiu Durval Teófilo Filho com um bandido e, por isso, atirou.
O crime aconteceu no condomínio onde ambos viviam, em Colubandê, por volta das 23 horas. Aurélio foi preso em flagrante.
Em depoimento à Polícia Militar, o sargento afirmou que chegava em casa quando avistou alguém se aproximando “muito rápido” de seu veículo. Por isso, decidiu atirar três vezes. Os disparos atingiram a região da barriga de Durval.








