Leoalva do grupo Kaoma foi assassinada ano passado; sentenças chegam a mais de 30 anos de prisão para os três criminosos;
Da redação
Os três homens acusados de matar a ex-cantora do grupo musical Kaoma, Loalva Braz Vieira Machado Ramos, de 63 anos, foram condenados na última segunda-feira (9) pela juíza Aline Dias, da 1ª Vara de Saquarema, na Região dos Lagos.
Wallace de Paula Vieira, que trabalhava como caseiro na pousada da cantora, onde ocorreu o crime, foi condenado a 37 anos de reclusão por roubo latrocínio (roubo seguido de morte) e pelo incêndio na casa. Já os comparsas Gabriel Ferreira dos Santos e Lucas Silva de Lima foram condenados, respectivamente, a 28 e 22 anos pelo crime de latrocínio. O regime inicial para cumprimento da pena é fechado e os réus não poderão recorrer em liberdade.
ENTENDA O CASO
O crime de Loalva em janeiro de 2017 chocou o país. Ela estava dormindo em sua pousada, quando os criminosos arrombaram a porta do quarto e a espancaram com pauladas, golpes de faca, chutes e socos. A cantora foi enforcando enquanto a vítima pedia socorro. Após as agressões, o trio levou jóias, dinheiro em espécie, celular, cartão bancário, a imagem de uma santa, aparelhos de surdez e maquiagem.
VÍDEO: Relembre Koama
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Fonte: Youtube
Em seguida, colocaram Leoalva em seu carro para sair do local, mas o veículo parou por problemas mecânicos. Os três retiraram a cantora do carro, agrediram-na e a arrastaram, fazendo com que ela desmaiasse. Depois a colocaram de volta no veículo, ainda viva, com a cabeça em contato com um botijão de gás e atearam fogo, causando a sua morte e carbonizando o corpo. Wallace, que era funcionário da pousada, ainda incendiou também o imóvel.
CRIME PREMEDITADO
Para a magistrada, a responsabilidade dos réus é inconteste, uma vez que foram presos em flagrante delito logo após a prática do crime e com base nos depoimentos das testemunhas, na confissão dos próprios réus e na apreensão de parte dos objetos roubados.
“O crime foi premeditado pelos três réus, partindo sua ideia do réu Wallace, que era empregado da própria vítima, dormia no local, tinha conhecimento da rotina da pousada e de sua movimentação financeira, do alto valor lá guardado (R$ 15 mil) e sabia que, no dia e hora do local do delito, a vítima se encontrava sozinha e no seu quarto”, destacou.
Na decisão, a juíza lembrou que a cantora era conhecida nacional e internacionalmente pela interpretação de sucessos como “Chorando se Foi” e “Dançando Lambada” e que Loalva buscava retomar a sua carreira.
*Agência VIU!








