A Secretaria Municipal de Educação de São Fidélis, no Norte Fluminense, promoveu, entre os dias 5 e 9 de outubro, o projeto Vozes da Consciência. A iniciativa reuniu educadores, pesquisadores e convidados para discutir o combate ao racismo, a valorização da diversidade cultural e a importância de práticas pedagógicas que respeitem as diferenças.
Com palestras transmitidas gratuitamente pelo YouTube da Secretaria Municipal de Educação, a programação abordou questões relacionadas à educação étnico-racial, ao racismo estrutural, à identidade e à valorização das comunidades quilombolas e dos povos originários.
As atividades virtuais foram programadas para as 19h, com emissão de certificados aos participantes. O projeto também contou com uma formação presencial destinada à equipe técnica da Secretaria.
Educação antirracista e valorização das identidades
A abertura, no dia 5 de outubro, contou com Daniel Martins e Bárbara Argentino, que abordaram a Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (PNEERQ). O encontro destacou a necessidade de incorporar o enfrentamento ao racismo às práticas cotidianas das escolas.
No dia seguinte, Régis Rodrigues discutiu a luta antirracista no ambiente educacional, enquanto Édson Andrade apresentou reflexões sobre os impactos do racismo estrutural na sociedade e no acesso às oportunidades.
A programação de quarta-feira (7) trouxe Vinícius Costa e Carla Verônica Mury, responsáveis pela apresentação do Projeto Okan. Alan Alves também participou, com uma abordagem sobre práticas docentes antirracistas e educação escolar quilombola.
Na quinta-feira (8), as discussões se voltaram à história, à cultura e à resistência das comunidades tradicionais. Fernanda Sabino, Aurênio Apertou e Sol Opetahra participaram das atividades dedicadas ao Quilombo São Benedito e aos povos originários.
Formação de educadores e compromisso com a equidade
O último dia do projeto, 9 de outubro, contou com uma atividade presencial no Cine Teatro Jayme Coelho, às 8h. A formação, intitulada “Educar para a equidade”, foi conduzida por Juliana Pacheco, coordenadora estadual da PNEERQ, e direcionada exclusivamente à equipe técnica da Secretaria Municipal de Educação.
À noite, a programação on-line foi encerrada com duas apresentações. Silvia Rohem abordou o letramento racial e a autodeclaração, enquanto Pedro Henrique Nascimento discutiu a construção e a análise de dados voltados à equidade.
Os encontros buscaram ampliar o conhecimento dos profissionais da educação sobre as desigualdades raciais e apresentar caminhos para que as escolas desenvolvam práticas mais inclusivas.
Ao reunir diferentes experiências e perspectivas, o Vozes da Consciência reforçou a importância de tratar a educação antirracista como parte permanente do trabalho pedagógico, e não apenas como um tema restrito a datas comemorativas.
A iniciativa também destacou o papel da escola na valorização das identidades culturais, no enfrentamento de preconceitos e na construção de um ambiente em que todos os estudantes sejam respeitados.
*Da Agência Fonte Exclusiva.








