A rede municipal de ensino de Campos (RJ) terá um um novo sistema de avaliação e novas matrizes curriculares no ano letivo de 2020.
A Secretaria Municipal de Educação, Cultura e Esporte (Smece) publicou no Diário Oficial desta sexta-feira (24) duas resoluções oficializando as mudanças.
CONFIRA A MUDANÇA
1 – A partir deste o município acaba com o bloco alfabetizador, que impedia a reprovação do aluno nos 1º e 2º anos. Com isso, a rede municipal acabar com o sistema de aprovação automática.
2 – Também acaba a aprovação com dependência de matérias para alunos do 9º ano, o último do Ensino Fundamental.
A resolução também formaliza a matriz da Escola Integral e os aumentos da carga horária de Português e Matemática, de quatro para seis tempos, iniciados no ano passado como projeto.
“Desta forma decretamos o fim do sistema de aprovação automática em toda a nossa rede. Já tínhamos feito a mudança nos outros anos, mas o Bloco Alfabetizador nos impedia de reter o aluno nos 1º e 2º anos. Rompemos com um sistema que já provou não ser o método mais adequado, destacou o secretário de Educação Brand Arenari.
Antes de ser implementada, a mudança foi debatida com os pedagogos da rede municipal no ano passado. Esta é a segunda alteração no sistema de avaliação promovida pela atual gestão da secretaria de Educação.
“Acreditamos na alfabetização na idade certa, devolvendo a autonomia ao professor alfabetizador. Não podemos mais ter crianças que terminam o primeiro segmento de ensino fundamental sem dominar as linguagens básicas necessárias para prosseguir na vida escolar e, muitas vezes, carregam essa defasagem pra vida”, explicou Arenari, definindo a reforma como uma das mudanças mais importantes na educação do município.
Para o subsecretário pedagógico, Rafael Damasceno, o novo sistema elimina a dificuldade de acesso dos alunos da rede municipal nas escolas estaduais e unidades federais de ensino.
“No primeiro sistema, nem todas alterações que queríamos aconteceram, por entendermos que estas devem ser gradativas, mas tivemos avanços, como: o fim da reclassificação obrigatória aos alunos de média 45 a 49 e a redução de dependências de oito para duas. Este ano, com a impossibilidade destas para o aluno do 9º ano, estamos convergindo a rede municipal com as estadual e a federal, que não aceitam este aluno no Ensino Médio, o deixando em um limbo”, disse.








