As escolas da rede municipal de Quissamã dedicaram a última quarta-feira a um grande movimento de celebração, reflexão e valorização da cultura afro-brasileira. Em alusão ao Dia Nacional da Consciência Negra, unidades de ensino promoveram atividades que envolveram música, dança, gastronomia tradicional, contação de histórias e ações voltadas ao reconhecimento do patrimônio quilombola local.
No Quilombo Machadinha, a Escola Municipal Felizarda Maria da Conceição de Azevedo realizou a Mostra Pedagógica “Raízes da África, Vozes do Brasil”. O pátio foi tomado por apresentações de jongo, dança e pela tradicional banda de lata, reunindo alunos da própria escola e visitantes das unidades Ignácio Hugo de Souza e Professor Miguel Ângelo da Silva Santos. A escola se destaca por integrar práticas antirracistas ao seu projeto pedagógico de forma contínua.
Já na região de Santa Catarina, a Escola Municipal Professora Maria Ilka de Queirós recebeu o projeto Escola de Patrimônio Imaterial do Rio, que apresentou aos estudantes elementos da culinária e das tradições quilombolas, além de prestar homenagem a mulheres negras importantes para a comunidade. A ação aproximou as turmas da riqueza cultural preservada pelos quilombos da região.
As atividades contaram com a presença do secretário municipal de Educação, José Henrique Abreu, da subsecretária Emanuelle Souza, representantes da coordenação pedagógica e do vereador Ailson Barreto, que acompanharam de perto o trabalho das escolas e conversaram com as equipes.
Marcando o encerramento da programação do Mês da Consciência Negra, alunos do quinto ano da Escola Maria de Lourdes de Castro Ribeiro participaram de uma contação de histórias no Museu Casa Quissamã, realizada aos pés de um baobá — árvore símbolo de memória, ancestralidade e resistência. Durante a tarde, estudantes da Escola Miguel Ângelo da Silva Santos vivenciaram a mesma atividade por meio do projeto Deixe Eu Contar, em alinhamento com a Lei 10.639, que determina o ensino da cultura afro-brasileira e indígena no currículo escolar.
O secretário José Henrique Abreu ressaltou que manter o diálogo sobre questões raciais no cotidiano escolar é fundamental para fortalecer uma educação verdadeiramente inclusiva. Para a coordenadora pedagógica Verônica Carvalho, o engajamento das equipes e o impacto das atividades ampliam a autoestima dos estudantes e reforçam o sentimento de pertencimento.
O dia terminou com a certeza de que celebrar a Consciência Negra é também reconhecer histórias, valorizar identidades e manter viva a herança cultural que molda Quissamã.
*Da Agência Fonte Exclusiva








