*Da redação
O Ministério Público Federal de Campos dos Goytacazes, norte fluminense, divulgou nesta terça-feira (08) imagens atribuídas a operação denominada Opus Liberi (Trabalho Livre, traduzindo do latim), deflagrada contra a usina Nova Canabrava em agosto e setembro deste ano, e que deu origem a uma Ação Civil Pública que até então corria em segredo de justiça na 4ª Vara do Trabalho.
A promotoria denuncia a indústria por manter funcionários em situação insalubre e cobra pagamentos de verbas rescisórias. No comunicado divulgado por meio de um grupo de Whatsapp, o MPT cita nominalmente nove acusados, entre pessoas físicas e jurídicas.
CLIQUE AQUI E LEIA RELEASE DO MPT
“A inclusão de todos como réus das ações trabalhistas se dá pela confusão no patrimônio existente entre eles”, explica o comunicado do MPT divulgado no grupo que tem entre os administradores, a Procuradora Regional do Trabalho, Sarah Bonaccorsi Golgher.
“Ao todo são aproximadamente 200 trabalhadores no corte de cana de açúcar diretamente tutelados pelo MPT, aliciados no norte de Minas Gerais de forma ilícita”, destaca o release.
Os nomes dos réus são citados nominalmente, mas, por orientação jurídica, estão preservados nesta reportagem do Portal VIU! em função do segredo de justiça determinado pela juíza Raquel Pereira de Farias Moreira.
Procurada pela reportagem, a direção da Nova Canabrava anunciou que estará divulgando uma nota oficial nesta quarta-feira (09), esclarecendo o episódio.
“Em função da nota divulgada à imprensa pelo Ministério do Trabalho (MPT), contendo imagens em um grupo no aplicativo de Whatsapp, na tarde desta terça-feira (08), a Nova Canabrava informa que somente irá se pronunciar sobre o caso amanhã (quarta-feira, 09), para prestar os devidos esclarecimentos. A empresa reitera seu compromisso com a verdade dos fatos e ressalta que está à disposição da justiça”, diz a empresa por meio de mensagem encaminhada à reportagem.








