Em meio a maior crise sanitária do século, 34 das 69 universidades públicas brasileiras enfrentam uma escassez de recursos que deveriam ser repassados pelo governo.
As instituições já não conseguem pagar contas de água, luz, telefone, segurança e serviços e limpeza.
Falta dinheiro também para investimentos em reformas, compra de equipamentos e insumos para pesquisa, assim como auxílio para alunos continuarem os estudos.
A situação caótica poderá implicar no fechamento de algumas instituições, como é o caso da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). De acordo com a reitora Denise Pires de Carvalho, a instituição poderá fechar as portas em outubro, caso não haja aporte financeiro por parte do governo.
“A situação é muito grave. Eles desbloquearam uma parte do orçamento que estava parado, o que garantirá o pagamento de luz, água, contrato de terceirizados e segurança até outubro. É fundamental para o funcionamento da universidade, por se tratar de verba discricionária”, explicou a reitora em recente entrevista ao site Maré de Notícias.
“Quando a gente pensa que o Ministério da Ciência e Tecnologia não está com orçamento para os laboratórios de pesquisa, a situação é ainda mais grave”, disse.
O drama das universidades vem acontecendo desde 2018, na ainda na administração de Michel Temer, quando o governo iniciou cortes na área de ciência e educação. A situação se agravou no governo Bolsonaro.
A UFRJ expandiu seus serviços, com criação de campus em Macaé (Norte Fluminense) e Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Enquanto isso, o governo cortou 40% do orçamento discricionário.








