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Policial Civil morto por militares no RJ pode ter sido jogado vivo em rio

No depoimento, o primeiro-sargento relatou que, ao revistar o perito papiloscopista, notou que ele estava com uma pistola na cintura

redacao Por redacao
16/05/2022 - 09:27
em Cidade
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O primeiro-sargento Bruno Santos de Lima — preso com o pai, o empresário Lourival Ferreira de Lima, e os também militares do 1º Distrito Naval Manoel Vitor Silva Soares e Daris Fidelis Motta por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver do perito papiloscopista Renato Couto

Perito papiloscopista Renato Couto, de 41 anos, foi capturado, em uma viatura da Marinha, após procurar o empresário Lourival Ferreira de Lima (Foto: Divulgação)

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O primeiro-sargento Bruno Santos de Lima — preso com o pai, o empresário Lourival Ferreira de Lima, e os também militares do 1º Distrito Naval Manoel Vitor Silva Soares e Daris Fidelis Motta por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver do perito papiloscopista Renato Couto — afirmou que o grupo “não combinou nada específico” sobre onde colocar o corpo.

Em depoimento prestado na 18ª DP (Praça da Bandeira), Bruno relatou que, somente após deixarem a Avenida Radial Oeste, onde deu tiros e colocou o policial civil dentro de uma viatura da Marinha, e estarem “em via pública”, no sentido Baixada Fluminense, “avistou um grande rio”, o Guandu, em que sugeriu que a vítima fosse deixada, não sabendo precisar se ela apresentava sinais vitais quando foi arremessada por cima da mureta do viaduto.

De acordo com o termo de declaração do militar, ao qual O EXTRA teve acesso, Bruno contou que, na última quarta-feira, dia 11, foi informado por Lourival de que um homem havia lhe procurado em seu ferro-velho para lhe ameaçar e o acusar de receptar materiais furtados de sua obra. Segundo seu pai, ele disse ter respondido que só trabalhava com doações de órgãos públicos, mas o indivíduo teria exigido dinheiro e prometido retornar.

Na sexta-feira, dia 13, Bruno contou ter recebido ligações de que o homem teria voltado ao ferro-velho do pai e lhe ameaçado caso não lhe transferisse R$ 10 mil, acionou um de seus subordinados, o terceiro sargento Manoel Vitor Silva Soares, e o cabo Daris Fidelis Motta, para irem, com uma viatura do 1º Distrito Naval, em “defesa” de Lourival.

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Bruno disse que, na ocasião, portava sua pistola particular, uma Taurus calibre nove milímetros e vestia um colete balístico. Ao chegar no estabelecimento, na Rua Oswaldo Aranha, na Praça da Bandeira, avistou seu pai “com um semblante cabisbaixo, ao lado de um indivíduo”.

Por esse motivo, o sargento contou ter saído da viatura já com a arma em punho, se identificando como militar e ordenando que Renato Couto colocasse as mãos para cima.

No depoimento, o primeiro-sargento relatou que, ao revistar o perito papiloscopista, notou que ele estava com uma pistola na cintura e, nessa ocasião, o policial civil sacou a pistola e ambos entraram em luta corporal. Lourival, Daris e Manoel também teriam se envolvido na briga, tentando separá-los. Bruno disse se recordar que, “em determinado momento, conseguiu desferir um tiro na perna” de Renato, mas, mesmo assim, ele teria conseguido tomar sua arma.

O terceiro sargento alegou que, durante toda a ação, Renato Couto gritava “Polícia! Polícia”, sem precisar se queria se identificar ou pedir ajuda. Por esse motivo, Bruno Santos de Lima relatou ter efetuado mais um disparo na altura da barriga do perito, tendo sua resistência então diminuído.

“Em transtorno em razão dos acontecimentos e da comoção que se formava em volta”, o militar disse ter tentado começar a colocar a vítima na viatura, tendo sido auxiliado por Daris, e deixado o local.

Na 18ª DP, Bruno informou não se recordar se ele e os demais militares cogitaram levar Renato a um hospital. Perguntado sobre a arma do perito papiloscopista, informa que a colocou em seu bolso e, sem notar se havia o brasão da Polícia Civil no ferrolho, a arremessou no Rio Guandu junto com o corpo da vítima.

Em seguida, eles retornaram para a base do 1º Distrito Naval, na Praça Mauá, e o terceiro sargento relatou ter terminado seu serviço “em horário normal”.

As informações são do Extra.

Tags: #Homicídios´#Violência no Brasil#Marinha Brasileira#Violência no RJAssassinatos
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