A prisão de Luiz Henrique Santos Batista, conhecido como “Fofão”, membro do Primeiro Comando da Capital (PCC), marcou um avanço nas investigações do assassinato do ex-delegado-geral de São Paulo Ruy Ferraz Fontes, ocorrido em 15 de setembro de 2025 em Praia Grande, no litoral paulista. “Fofão” foi detido na manhã desta sexta-feira (19) em São Vicente, na Baixada Santista, sob a suspeita de participar da logística do crime .
Embora não seja apontado como executor direto, “Fofão” teria conhecimento integral do plano criminoso e é acusado de fornecer suporte operacional, incluindo o transporte de envolvidos. Ele foi encaminhado ao Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) para prestar depoimento . A defesa do traficante não foi localizada pela imprensa para comentários .
Além de “Fofão”, a polícia já havia identificado outros suspeitos diretamente ligados ao crime:
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Felipe Avelino da Silva (“Mascherano”): Foragido, é apontado como responsável pela disciplina no PCC e tem passagens por tráfico de drogas e roubo .
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Flávio Henrique Ferreira de Souza: Também foragido, teve seu DNA encontrado em um dos carros usados na emboscada .
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Dahesly Oliveira Pires: Presa temporariamente, é suspeita de transportar um dos fuzis utilizados no crime. Ela alega não saber o conteúdo da encomenda, mas a polícia contesta essa versão .
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Luiz Antônio Rodrigues de Miranda: Foragido, é acusado de coordenar o transporte das armas. O pagamento pelo serviço teria sido feito via Pix a partir de uma conta em nome de seu filho de 10 anos .
A investigação também não descarta o envolvimento de Fernando Gonçalves dos Santos, conhecido como “Azul” ou “Colorido”, líder de alta escalão do PCC recém-libertado do sistema prisional. Ele seria um dos principais coordenadores do tráfico na Baixada Santista e poderia ter ordenado o crime .
Contexto do crime
Ruy Ferraz Fontes foi executado com mais de 20 disparos de fuzil após sair do trabalho na Prefeitura de Praia Grande, onde atuava como secretário municipal de Administração. O ataque foi descrito como “planejado e de alta complexidade”, com criminosos usando coletes balísticos, toucas e luvas . Fontes era considerado um dos principais inimigos do PCC por ter investigado e indiciado líderes da facção, incluindo Marcola, durante sua trajetória na Polícia Civil .
Motivações
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Vingança pelo histórico de combate ao PCC: Fontes era ameaçado desde 2006, quando chefiou operações contra a facção .
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Atuação recente na prefeitura: Ele estaria analisando contratos públicos em Praia Grande que poderiam envolver lavagem de dinheiro do crime organizado, o que teria motivado retaliação .
O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, afirmou que “não resta dúvida de que o PCC está envolvido” e que uma força-tarefa com mais de 100 policiais atua no caso . Até o momento, apenas Dahesly e “Fofão” estão presos; os demais suspeitos continuam foragidos.
Da Agência Fonte Exclusiva.








