Na segunda-feira, Adilson Custódio Moreira, secretário-adjunto de Segurança e Controle Urbano de Osasco, foi baleado e morto por um guarda civil municipal dentro da sede da Prefeitura, conforme relatado pelo g1. Moreira, que dedicou mais de 25 anos ao serviço público, tinha uma longa trajetória de trabalho com ex-prefeitos da cidade.
Como ocorreu o crime
O assassinato aconteceu durante uma reunião que Adilson havia convocado com guardas civis para discutir a estrutura da corporação no novo governo. O encontro ocorreu na Sala Oval, um espaço importante da prefeitura, onde houve uma discussão entre o secretário-adjunto e o guarda, que, em um momento de tensão, sacou a arma e disparou. Os outros guardas presentes fugiram, enquanto o agressor trancou a porta.
O guarda permaneceu trancado na sala por cerca de duas horas, enquanto o Grupo de Operações Táticas Especiais (Gate) negociava sua rendição. A Prefeitura de Osasco informou que o guarda manteve Adilson como refém, trancando as portas e criando barricadas.
O guarda, identificado como Henrique Marival de Souza, se entregou por volta das 19h30 do horário local e foi levado à delegacia. Após o incidente, os corredores da prefeitura foram interditados para as investigações das polícias Civil, Militar e Guarda Civil Municipal, enquanto os funcionários foram orientados a deixar o local.
A Secretaria da Segurança Pública lamentou a morte de Adilson e informou que o autor do crime será ouvido e indiciado. O prefeito Gerson Pessoa decretou luto oficial de três dias em respeito à memória do secretário-adjunto.
Quem era a vítima
Adilson Moreira trabalhou na Prefeitura de Osasco por oito anos, tendo sido mantido no cargo pelo atual prefeito Gerson Pessoa. De acordo com o deputado Emídio de Souza (PT), que foi prefeito de Osasco entre 2005 e 2012, Adilson havia exercido funções importantes, incluindo a de segurança da primeira-dama e diversos cargos de liderança durante as administrações de Rogério Lins (Podemos). Ele foi titular da Secretaria de Segurança e Controle Urbano em 2018, antes de ser mantido como adjunto na gestão do atual prefeito Gerson Pessoa (Podemos).
O ex-prefeito Rogério Lins expressou seu pesar nas redes sociais, afirmando que “lamentamos essa situação ocorrida na Prefeitura de Osasco, que culminou na morte covarde do secretário-adjunto de Segurança e Controle Urbano, Adilson Moreira, um grande combatente, mas principalmente um amigo.” Lins destacou que Moreira, antes de se tornar secretário, foi guarda civil e lutou por melhorias para a Guarda Civil Municipal (GCM).
Adilson Moreira tinha uma presença ativa nas redes sociais, com mais de 2 mil seguidores e publicações que incluíam vídeos de cavalos e momentos no campo. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre o velório e sepultamento.
Da Agência Fonte Exclusiva, com informações da RT Brasil.








