Campos-RJ: Relatório da Firjan desmente a turma que vende dificuldades para comprar facilidades;
Da redação
Foi com pompa e circunstância que uma garotada que chegou à prefeitura de Campos dos Goytacazes, norte do Estado do Rio, na rabeira do governo Rafael Diniz (PPS) anunciou a existência de um rombo bilionário herdado da antecessora Rosinha Garotinho (PR).
A cantilena era ilustrada com power point e chegou a ser atração para segmentos da mídia provinciana alinhadas ao atual governo.
Passados oito meses, um levantamento realizado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio (Firjan) em 92 cidades fluminenses e divulgado na semana passada, classifica a cidade de Campos em quinto lugar no conjunto eficiência, eficácia e efetividade em 2016.
Se até recentemente os pequenos tecnocratas descobridores da roda afirmavam que o governo Rosinha foi irresponsável e perdulário, os números caminhavam em sentido contrário. Ela pode ter fracassado em muitas outras coisas, mas no critério gestão, segundo a Firjan, a dona fez o dever de casa.
O relatório é demolidor. Revela que a molecada de plantão estava vendendo dificuldades para comprar facilidades.
Mas o pior da história está em cena. Os mesmos detratores colocam em prática um verdadeiro saco de maldades contra os servidores concursados com elevação da carga horária de trabalho e também não poupa a população de baixa renda, com cortes de programas sociais.
Tudo começou pela duplicação da tarifa social dos transportes, que causou ainda mais distorção no sistema caótico e desconfortável.
A mesma cantilena da turma embalou a redução de 30% do orçamento dos programas sociais, numa cidade onde 32 mil famílias constam no cadastro nacional do Programa Bolsa Família. Também serviu de trolha sonora para fechar o Restaurante Popular no centro da cidade, gerando reclamações generalizadas.
O elixir da maldade está reduzindo, na marra, os ganhos de funcionários do setor da saúde e terceirizados, mas mantém intactos os ganhos dos cargos comissionados.








