O secretário de Polícia Militar do Rio de Janeiro, coronel Marcelo de Menezes Nogueira, entregou nesta terça-feira (10) ao procurador-geral de Justiça, Antonio José Campos Moreira, o relatório oficial da corporação sobre a operação do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) que resultou na morte do jovem Herus Guimarães Mendes, de 22 anos, e deixou cinco pessoas feridas na comunidade de Santo Amaro, no Catete, zona sul do Rio.
A ação ocorreu na madrugada do último sábado (7), durante uma festa junina organizada por moradores. Segundo testemunhas, 12 agentes do Bope invadiram o evento comunitário atirando. O jovem Herus foi atingido e morreu no local. Cinco outros moradores também foram feridos, em uma operação considerada violenta e sem justificativa clara pela população local.
O relatório entregue será analisado pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) no âmbito do Procedimento Investigatório Criminal (PIC) instaurado para apurar os fatos. A entrega do documento foi acompanhada por outros representantes da cúpula da PM, incluindo os subsecretários Luciano Carvalho de Souza e Ranulfo Souza Brandão Filho, o corregedor-geral Ângelo da Costa Pereira, além do responsável pela Polícia Judiciária Militar e a porta-voz da corporação.
Ainda no sábado, o procurador-geral de Justiça determinou a mobilização de peritos do MP, que realizaram uma perícia independente no corpo da vítima, com uso de scanner de alta definição e tecnologia digital avançada no Instituto Médico Legal (IML). A iniciativa busca garantir transparência e rigor na apuração da ação policial.
A morte de Herus Guimarães Mendes, ocorrida em um evento tradicional e pacífico da comunidade, provocou revolta e protestos. Familiares, vizinhos e organizações de direitos humanos denunciam o que consideram mais um caso de violência policial desproporcional contra a população das favelas e periferias do Rio de Janeiro.
A investigação pode levar à responsabilização disciplinar e criminal dos envolvidos, dependendo das conclusões sobre a legalidade e a necessidade da intervenção do Bope na ocasião.
*Da Agência Fonte Exclusiva, com informações da Agência Brasil.








