A morte de mais um agente de segurança marcou os desdobramentos da megaoperação realizada nos complexos da Penha e do Alemão. O policial civil Rodrigo Vasconcellos Nascimento, lotado na 39ª DP (Pavuna), faleceu na noite desta sexta-feira (21) no Hospital Copa D’Or, em Copacabana. Ele havia sido baleado em 28 de outubro, durante a ação considerada a mais letal já registrada no país, que terminou com 117 suspeitos mortos e quatro agentes mortos — número que agora chega a cinco.
Rodrigo foi atingido no alto da Serra da Misericórdia e permaneceu internado por quase um mês, submetido a procedimentos complexos e contando com doações de sangue. A Polícia Civil lamentou a morte em nota oficial, exaltando sua coragem, dedicação e contribuição para a corporação. Segundo o comunicado, o agente “honrou a instituição” e sua ausência “jamais será esquecida”.
O governador Cláudio Castro também se pronunciou, afirmando ter recebido com tristeza a confirmação da morte. Ele destacou que Rodrigo “honrou o estado com dedicação e amor ao dever” e manifestou solidariedade aos familiares, amigos e colegas de trabalho.
O velório será realizado neste domingo (23), na Capela 3 do Cemitério Jardim da Saudade de Paciência, na Zona Oeste, seguido do sepultamento.
Além de Rodrigo, morreram na operação os sargentos do Bope Cleiton Serafim Gonçalves e Heber Carvalho da Fonseca, e os policiais civis Marcus Vinícius Cardoso de Carvalho, conhecido como “Máskara”, e Rodrigo Velloso Cabral.
Entre os feridos, está o delegado assistente da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), Bernardo Leal Anne Dias, que teve uma das pernas amputada e segue internado no Hospital Samaritano, na Barra da Tijuca.
A operação, que mobilizou grande efetivo das forças de segurança, chamou atenção pela dimensão e pelo número de mortos. De acordo com a Polícia Civil, entre os 117 suspeitos mortos, 40 eram de outros estados, incluindo Goiás, Espírito Santo, Bahia, Amazonas e Pará.
*Da Agência Fonte Exclusiva








