O motorista que ficou ferido após seu carro explodir enquanto era abastecido em um posto de combustíveis na Zona Norte do Rio de Janeiro morreu na madrugada desta quarta-feira (27). Mário Magalhães da Penha, de 67 anos, estava internado no Hospital Municipal Salgado Filho, no Méier.
Ele estava abastecendo seu veículo com GNV em um posto de combustíveis na Rua Vinte e Quatro de Maio quando explodiu atingindo o motorista, que tinha acabado de abrir a mala do carro.
O carro ficou destruído, assim como a cobertura sobre as bombas de combustível do posto. Nenhum frentista ficou ferido.
Eles disseram que a explosão foi no cilindro de gás do veículo, que estava em mau estado de conservação, enferrujado.
Uma mulher que passava pelo local foi levada ao Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro, mas recebeu alta nesta terça-feira mesmo.
Veja dicas para evitar riscos de acidente
Na última terça-feira (26), a explosão de um carro enquanto abastecia seu cilindro de gás natural veicular (GNV), em um posto na Zona Norte do Rio, deixou dois feridos. Um homem foi internado no hospital, passou por uma cirurgia mas não resistiu aos ferimentos e veio a óbito.
Imagens de câmera de segurança do posto de gasolina localizado na Rua Vinte e Quatro de Maio, no Meier, mostram o momento da explosão. O acidente ocorreu logo depois que o motorista abriu o porta-malas do veículo.
Saiba como prevenir explosões e outros acidentes durante o abastecimento de veículos que utilizam o GNV:
Sair do carro e, se possível, abrir o capô e o porta-malas;
desligar o motor, luzes e aparelho de som;
o frentista deve conectar o dispositivo de aterramento da bomba do posto no carro, antes de o abastecimento começar;
e a pressão máxima de GNV oferecida pelo posto deve ser de 220 quilogramas\força por centímetro – um limite de segurança determinado pela ANP.
Segundo Henrique Schneider, representante da Associação dos Organismos de Inspeção Veicular do Rio de Janeiro (Assinsp), além dos cuidados para manter o equipamento de GNV em dia, é preciso ter fiscalização.
O especialista alerta para a importância de só instalar equipamentos de GNV em empresas certificadas pelo Inmetro. Para Henrique, é fundamental manter a inspeção anual em dia, para avaliar possíveis riscos de rompimento do cilindro.
“A gente vai avaliando se houve alguma perda na segurança. Olha se o cilindro começou a apresentar algum defeito, ou tem algum caroço, alguma coisa que possa comprometer a segurança do veículo. Ou a gente condena e pede para fazer algum ajuste ou manda pra requalificação porque eles têm mais ferramentas para poder fazer um teste”, explicou Henrique Schneider.
60% dos carros irregulares, segundo especialista
Desde setembro de 2021, uma lei municipal no Rio proíbe que os postos abasteçam com GNV os carros que não apresentem o selo do inmetro.
Segundo o representante da Associação dos Organismos de Inspeção Veicular do Rio de Janeiro (Assinsp), cerca de 60% dos veículos com GNV no Rio estão irregulares.
“Infelizmente a gente tem feito um levantamento e cerca de 60% dos veículos estão irregulares”, disse.
“A gente tem um aplicativo que a gente consegue fazer a consulta durante o abastecimento pra saber se o documento está em dia. Cerca de 40% estão com o documento em dia. Outros 40% estão com a vistoria vencida, e outros 20% sequer levaram ao Inmetro pra fazer aquela inspeção inicial. Isso é muito grave”, comentou Henrique.
O que dizem os envolvidos
A ANP informou que fiscaliza as instalações dos postos de combustível e que está acompanhando o caso que ocorreu no posto de gasolina do Méier.
A TV Globo também entrou em contato com o Detran para saber como é feita a fiscalização dos carros com cilindros de gás. O órgão respondeu que essa responsabilidade é do Inmetro.
As informações são do g1.








