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Monique Medeiros coloca tornozeleira eletrônica para cumprir prisão domiciliar

Decisão ainda impede contato dela com pessoas que não sejam parentes ou sua própria defesa

redacao Por redacao
06/04/2022 - 12:35
em Cidade
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Justiça solta Monique Medeiros que vai usar tornozeleira

O ex-vereador Jairo Souza dos Santos Júnior, o Jairinho, e Monique Medeiros, em audiência no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (Foto: Brunno Dantas - TJRJ)

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Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel, que deixou a cadeia no Complexo de Gericinó, na Zona Oeste, na noite desta terça-feira (5), colocou a tornozeleira eletrônica na manhã desta quarta-feira (6) na Coordenação de Monitoramento Eletrônico.

Uma decisão judicial da 2ª Vara Criminal permitiu que ela fosse solta, mas determinou medidas cautelares. A mãe de Henry deixou a cadeia com uma calça jeans e uma camiseta branca, foi recebida por um advogado que a conduziu para um carro particular, de onde saíram do local. As informações são do g1.

Monique está em prisão domiciliar e não poderá voltar para a antiga residência.

Ela também está proibida de conversar com qualquer pessoa, exceto parentes e advogados. E não pode fazer postagens em redes sociais.

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A decisão substitui a prisão preventiva por monitoração eletrônica de Monique, mas mantém Jairinho, o padrasto do menino Henry, preso.

Em seu texto, a juíza Elizabeth Machado Louro manifesta preocupação com ameaças sofridas por Monique dentro da cadeia e diz que a manutenção da prisão “não favorece a garantia da ordem pública”.

Ainda segundo a decisão, “fica, ainda, vedada à ré Monique, enquanto perdurar a monitoração, qualquer comunicação com terceiros – com exceção apenas de familiares e integrantes de sua defesa -, notadamente testemunhas neste processo, seja pessoal, por telefone ou por qualquer recurso de telemática, assim também postagens em redes sociais, quaisquer que sejam elas, sob pena de restabelecimento da ordem prisional”.

Individualização de conduta

A juíza ainda escreveu que a acusação não imputa utilização de “violência extremada” por Monique e que “não há nos autos nenhuma indicação de que a requerente tenha visto sequer qualquer dos atos violentos”. Portanto, segundo a decisão, a soltura de Monique individualiza sua conduta “para fins de avaliar a necessidade ou não de manter a prisão cautelar nos termos em que foi decretada no início do processo”.

Mas a decisão da juíza contraria recomendação do Ministério Público. O promotor Fábio Vieira dos Santos disse que Monique não poderia ser beneficiada pela medida porque, segundo o MP, ela é uma das responsáveis pela morte do seu próprio filho Henry Borel. O MP informou que vai recorrer.

O que dizem as defesas e o pai de Henry

A defesa de Monique comemorou a decisão. “Essa decisão é consequência de um trabalho técnico, ético e dentro da lealdade processual. Após um ano de ataques, ofensas e agressões a teoria se aplicou na prática e o processo continuará com seu curso normal”, disse o advogado de Monique, Thiago Minagé.

“A defesa de Jairinho entende que decisão é praticamente uma impronúncia de Monique uma vez que a juíza ressalta que ‘não há nos autos nenhuma indicação concreta de que a requerente (Monique) tenha visto sequer qualquer dos atos violentos’, diz a juíza. A despeito de existir nos autos declaração da própria Monique à medica que foi ela quem encontrou o Henry no quarto “mole, pálido e roxo”, diz a nota, assinada pelos advogados Claudio Dalledone e Flavia Froes.

Os advogados do ex-vereador acrescentam que entendem “que os mesmos argumentos utilizados pela juíza para determinar a soltura de Monique servem, igualmente, para Jairinho — embora ainda tramite na Justiça um embargo da ação de suspeição contra a referida magistrada”.

Já Leniel Borel, o pai de Henry, criticou a decisão. Segundo ele, Monique “é tão culpada quanto o Jairo e merece uma pena igual ou maior do que a dele”. “Nós vamos recorrer da decisão. Respeitamos a decisão da Justiça, mas vamos recorrer com todas as forças possíveis”, pontuou.

Morte em 2021

Henry de 4 anos morreu no dia 8 de março de 2021 e, de acordo com a denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), foi vítima de torturas realizadas pelo então vereador Dr. Jairinho. Monique também responde por homicídio triplamente qualificado, tortura e coação de testemunhas.

 

Tags: #Caso Henry Borel#Dr. Jairinho#Monique Medeiros
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