Parlamentar acusado de peculato poderá colaborar com a Polícia para aliviar sua possível condenação; Perguntar não ofende: onde está a comissão de Ética da Câmara?;
Preso em flagrante por se apropriar de salários de assessores, o vereador José Queiroz dos Santos Neto (PTC), o Neto Macaé, não deverá cuidar da pemba sozinho. Segundo nota publicada no site Cliquediário, o parlamentar estaria estudando fazer um acordo de deleção premiada. Seria uma bomba, já que tem outros pares do parlamentar que são suspeitos de praticarem a mesma conduta tipificada como peculato.
Entre os vereadores na Câmara, o assunto é tratado com certa discrição. Recentemente, o arguto jornalista André Cabral fez uma observação interessante. Ele destacou em seu blog que o legislativo de Macaé tem uma Comissão Parlamentar de Ética, Moral, Bons Costumes e Decoro Parlamentar.
“A comissão tem como relator, o vereador Marcel Silvano (PT), que tem atuado como o “bastião da moralidade na Casa” ao denunciar diversos casos que julga ser abusivos no município. Porém, o mesmo rigor com os adversários parece a não se aplicar com os colegas”, destacou Cabral.
Neto é o segundo parlamentar preso com a boca na botija. Antes dele foi afastado por decisão judicial o vereador José Prestes (PPS).
O SILÊNCIO DE SILVANO
Silvano tem um servidor da Prefeitura, Marcelo Puertas, nomeado em seu gabinete. O salário bruto na função em que está nomeado é de R$ 13 mil, mas Puertas, que é autor de algumas ações na justiça de Macaé, pede gratuidade arguindo que ganha um salário insuficiente para manter suas despesas e arcar com custas judiciais. Pode ser que neste país em que o salário mínimo é abaixo de R$ 1 mil, o salário do companheiro assessor na ordem de R$ 13 mil realmente seja insuficiente.
“Diante os últimos dois casos, que culminaram com o afastamento de um vereador e a prisão de outro, Marcel simplesmente se calou. Nem sequer procurou tomar conhecimento dos processos para avaliar se cabe ou não um procedimento disciplinar interno. Em último caso, comprovada até a hipótese de os colegas serem inocentes (afinal, a presunção de inocência é um preceito constitucional) a Comissão de Ética poderia contribuir para reparar esta possível injustiça”, destaca André Cabral e sua postagem.
“Porém, entre colocar o dedo em feridas ou ficar gritando Fora Temer na Internet é bem mais fácil a segunda opção”, alfineta o blogueiro.
*Agência VIU!








