Fundação Hospitalar investiga médica que estava licenciada no HPM enquanto trabalhava na UPA da Barra recebendo pela OS |
Um inquérito administrativo em andamento na Fundação Municipal Hospitalar de Macaé, no Norte Fluminense, pode levar o vereador Igor Sardinha (PT), autor da lei dos plantões médicos, a ficar em uma posição no mínimo embaraçosa. O procedimento apura indícios de fraude envolvendo uma médica endocrinologista, que atuava no plantão de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), na Barra de Macaé, enquanto gozava de licença médica no Hospital Público Municipal (HPM).
A médica utilizava as redes sociais para denunciar supostos atrasos no pagamento de funcionários da UPA e contou com ampla solidariedade do vereador, que chegou a divulgar vídeos em apoio nas redes sociais.
A médica Márcia Cristina Amaral de Oliveira, segundo documentos obtidos pelo Portal VIU ONLINE, conseguiu o benefício mediante apresentação de um diagnostico que apontava dores lombares. A licença foi concedida pela Macaeprev, Caixa de Previdência dos servidores, mediante apresentação de um laudo assinado por um médico de uma clinica particular.
As suspeitas sobre os indícios de fraude foram levantadas quando dirigentes do HPM, por meio das redes sociais, constataram que a médica enquanto estava de licença no Hospital de emergência, reclamava atrasos no pagamento do plantão na UPA.
A lei dos plantões médicos de autoria de Igor Sardinha exige a exposição do nome e matricula dos médicos em locais de acesso público. O objetivo, segundo a proposta, é combater a ausência dos profissionais nas unidades de saúde pública.
Mas neste caso da UPA, o autor da lei dos plantões ficou ao lado, justamente, de alguém que pode ter usado de uma fraude para se licenciar de um plantão para faturar em outro. Igor chegou a definir o episódio da médica como assédio moral (assista vídeo). Caso fique comprovada a fraude, a médica poderá ser indiciada judicialmente, correndo risco de ser exonerada e ressarcir o erário público.
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A médica Márcia Cristina Amaral de Oliveira é concursada na Fundação Municipal Macaé de Saúde, atuando no HPM. Mas também presta serviços na UPA administrada por uma OS.
Recentemente, ele utilizou as redes sociais para denunciar precariedade no atendimento da UPA e atrasos nos pagamentos de funcionários. A OS negou atrasos.

O prefeito Dr. Aluízio, diante de denúncias de alguns pacientes, interviu pessoalmente na unidade. Um dos casos que motivou a intervenção foi a morte de uma criança com 27 dias de nascida.
O bebê foi levado a UPA para atendimento, mas o plantão teria negado atendimento e encaminhado o paciente para o HPM. A criança faleceu a caminho do Hospital. O prefeito determinou abertura de inquérito e pediu o nome do profissional que estava de plantão no dia do incidente.
Nas redes sociais, a intervenção do prefeito teve amplo apoio de internautas. Um dos depoimentos favoráveis foi Melissa do Vinícios Siqueira, que comentou no link da reportagem do portal VIU ONLINE, no Facebook:
Minha secretária levou a seu esposo na UPA da barra no último dia 09/05 com dor no peito e dormência nos braços e na face e a pressão desregulada. chegando lá a médica atendeu e mandou bater um raio x do tórax alegando ser catarro, com relação à dormência a mesma disse que era normal e deu vários remédios para baixar à pressão. Por volta das 20:00 da noite liberou para ir embora o paciente que mal conseguia andar, receitou amoxilina é um xarope, quando deu 00:40 esse paciente veio a falecer dentro de casa. Eu que não sou médica posso perceber que pelo relato do que ele sentia, o mesmo estava infartando. A família não acionou a UPA para informar o que ocorreu, somente agora que estou relatando para vc Roberto Barbosa. Gostaria que isso chegasse até Dr. Aluízio, pois não podemos ter médicos sem experiência para atender uma população tão grande. No mínimo tem que ter um responsável e os chamados ” residentes” serem acompanhados. A família está querendo entrar com uma ação contra o município e a médica.








