Sailson José das Graças, de 26 anos, será levado a novo júri em novembro, no Tribunal da 4ª Vara Criminal de Nova Iguaçu-RJ; entre suas vítimas está uma criança de dois anos
Da redação
Foi marcado para o dia 7 de novembro o julgamento de Sailson José das Graças, 26 anos, conhecido como o serial killer da Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro. Ele confessou ter cometido 40 assassinatos em nove anos – de 2005 a 2014 -, incluindo uma criança de dois anos. O júri será realizado pela 4ª Vara Criminal de Nova Iguaçu.
Sailson está preso desde dezembro de 2014 e seu primeiro julgamento ocorreu em abril deste ano. Neste processo, ele é acusado dos crimes de homicídio qualificado e de ser responsável, junto com sua namorada, Cleusa Balbina de Paula, pelas mortes de Fernanda Hazelman, e do filho dela, o bebê Pedro Hazelman.
ENTENDA O CASO
A trajetória macabra do serial killer intrigou a polícia durante anos. “Eu tinha prazer quando ela se debatia, gritava e me arranhava”, disse ele em entrevista ao jornal O Dia, ao tentar justificar as mortes de 38 mulheres em nove anos.
O serial confessou ter matado mais quatro pessoas, a mando de sua cúmplice, Cleusa Balbina, e uma criança de dois anos. O assassino chegou a dizer que sentia prazer no momento em que tirava a vida das suas vítimas.
“Eu parava na padaria, numa praça, ficava vendo jornal. Olhava para uma mulher e falava: ‘é essa’. Ia seguindo até em casa, mas nunca estuprei ninguém. Mulher pra mim tinha que ser branca, negra não, por causa da minha cor. Eu tinha prazer quando ela se debatia, gritava e me arranhava. Eu pensava que eu era meio maluco, às vezes normal”, disse.
Demonstrando muita frieza e calma, Sailson afirmou ser viciado em matar: “A primeira mulher que eu matei foi estrangulada com as mãos. Sentia prazer, gostei! Tinha um desejo muito forte. Já matei umas 38 mulheres, tinha vício”, garante o serial killer, que se arrepende de apenas um crime.
“Não me arrependo e parar de matar é difícil. Saindo da cadeia, voltaria a matar novamente outras 38 mulheres. Só me arrependo no caso da criança, mas não teve jeito. A criança chorava muito e poderia acordar os vizinhos”, lembra.
Segundo do delegado assistente da Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense, Marcelo Machado, Sailson cometia ato libidinoso após matar as vítimas. “Em algumas ocasiões, ele matava as vítimas e se masturbava ao vê-las de olhos abertos”, detalha.

O assassino disse que perdeu o pai tragicamente quando tinha apenas 11 anos, durante um acidente de trabalho. Mas ele garante que não foi esse episódio que o fez a ter vontade de matar. “A morte do meu pai quando eu tinha 11 anos, em que ele foi eletrocutado num acidente de trabalho, me marcou muito. Mas esse não foi o motivo de ter cometido esses crimes”.
Sailson já foi preso por roubo em agosto de 2007, preso por furto em janeiro de 2007, porte ilegal de armas, fevereiro de 2010 e furto privilegiado, em 23 de fevereiro desse ano. Agora, os policiais pedem que familiares de vítimas mortas por estrangulamento compareçam na delegacia para ajudar nas investigações.
*Agência VIU!








