O julgamento do caso Henry Borel teve início nesta segunda-feira (23) no II Tribunal do Júri do Rio de Janeiro, envolvendo o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior e a mãe da criança, Monique Medeiros.
A sessão ocorre mais de quatro anos após a morte do menino, após trâmites processuais e recursos das defesas.
Jairinho responde por homicídio qualificado, enquanto Monique é acusada de homicídio por omissão qualificado, e ambos permanecem presos.
O Conselho de Sentença será formado por sete jurados sorteados entre os 15 presentes, e a sessão é presidida pela juíza Elizabeth Machado Louro.
A programação do julgamento inclui depoimentos de 26 testemunhas, dos réus e debates entre as defesas e o Ministério Público.
Os advogados de defesa alegam que a morte de Henry teria sido um acidente, contestando possíveis inconsistências nos laudos periciais.
O caso teve início na madrugada de 8 de março de 2021, quando Henry Borel Medeiros morreu no apartamento em que morava com a mãe e o padrasto, na Barra da Tijuca.
O laudo do Instituto Médico-Legal apontou 23 lesões por ação violenta, incluindo laceração hepática e hemorragia interna.
Investigações da Polícia Civil indicaram que Henry era submetido a rotinas de tortura praticadas por Jairinho, com ciência da mãe.
O Ministério Público denunciou ambos por homicídio duplamente qualificado, resultando na prisão dos réus em abril de 2021.
Desde então, o processo passou por diversas fases judiciais, adiando a formação do Conselho de Sentença.
*Da Agência Fonte Exclusiva








