Um grupo de amigos de Mato Grosso do Sul está animado para o sorteio da Mega-Sena que pode pagar R$ 190 milhões neste sábado (19). Há mais de uma década, eles apostam anualmente quase R$ 100 mil em apostas na loteria da Caixa Econômica Federal. Desta vez, a aposta na Mega-Sena é de “apenas” R$ 945.
O objetivo do grupo de 98 pessoas é participar de quatro sorteios específicos da Caixa durante o ano, conforme conta o idealizador do projeto, o fotógrafo Ademir de Almeida, de 33 anos, morador de Dourados (MS). As informações são do g1.
“Fica programado no contrato jogar nos quatro maiores sorteios especiais do ano, assim que funciona o regulamento. Então nós jogamos o cartão máximo na Mega-Sena da virada, de 22 mil reais. Nós jogamos o cartão máximo na Dupla-Sena de Páscoa, que vai ser no mês que vem. Nós jogamos o cartão máximo na Quina de São João, em junho, e jogamos o cartão máximo na Lotofácil da Independência, que será em setembro”, detalha Ademir.
Contudo, o valor que não é destinado às apostas mencionadas acima é usado para sorteios em que o prêmio passe de R$ 100 milhões. “Na arrecadação já tem um valor de sobra de caixa, que neste ano foi de R$ 16 mil, para a gente adquirir bolões de lotéricas em jogos especiais e também para a gente jogar nessas situações, como a que está ocorrendo agora”, relata o morador de Dourados.
“A gente pega uma parte do dinheiro e faz uma aposta. Só que não é uma aposta tão grande, são apostas para a gente não ficar de fora mesmo”, diz Ademir.
Ele explica que para o sorteio realizado neste sábado (19), o valor na aposta foi de R$ 945, em um bilhete de dez números. “O que a gente joga oficial na Mega da Virada é um cartão de 15 números, que custa R$ 22.500. Quando ela está acumulada que nem agora, nós fazemos uma votação no grupo de mensagens que a gente tem e escolhe os dez números mais votados entre os 15 e a gente joga esse cartão de dez”, pontua o douradense.
Segundo ele, as expectativas são as melhores. “Sempre as melhores, mas sempre com o pé no chão pois sabemos que se trata de um sorteio”, pontua.
História
Ao g1 MS, Almeida explicou que a ideia de reunir a turma e organizar as apostas têm a ver com aumentar as chances de ganhar, já que com mais pessoas participando, mais jogos são registrados. Caso uma das 98 apostas vença, o prêmio é dividido igualmente entre todos os participantes, que recebem uma cota, cada um, além da cota social e administrativa, que totaliza 100 cotas.
“Sempre participei de sorteios e em 2011 descobri que poderia apostar vários números em um único bilhete, como não tinha condição de ter um cota, comecei a anunciar que estava atrás de participantes e em 20 dias tinha 100 pessoas no bolão”, destacou.
Na turma de Ademir, os sorteios renderam mais de R$ 1,4 milhão em prêmios desde 2011. Como exemplo, em 2019, na Quina de São João, o grupo faturou R$ 1,1 milhão, o que totalizou R$11 mil para cada participante do bolão.
Oportunidades
Ademir destaca que entre as 100 cotas, uma é voltada para causas sociais. “Desde o início temos esse propósito social também, são 98 participantes e uma cota administrativa e social, destinada a pessoas que precisam, seja para alimentação, moradia ou outras assistência, isso é sempre certo, independente do valor”, disse.
Em 2011, o mesmo grupo de apostadores realizou uma aposta única no valor de R$ 10.010 na Mega-Sena da Virada. Como resultado, eles acertaram apenas duas das seis dezenas sorteadas.
Contrato
Amigos, amigos, negócios à parte, mesmo o grupo tendo mais de uma década, o bolão tem algumas regras para evitar dor de cabeça e até “contrato”. Ademir detalha que para participar da disputa é preciso estar de acordo com as seis cláusulas criadas por ele, algumas delas com direito a ‘subcláusulas’.
“O contrato tem como objetivo dar mais credibilidade para o bolão, além de deixar claro para os participantes as cotas e valores, não queremos criar mal entendido. Desde o começo estipulei as regras, para não ter bagunça”, destacou.








