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Glaidson aparece como credor de R$ 19 milhões em outro caso de pirâmide financeira

Ex-garçom é um dos principais credores com valores a receber após a falência do Grupo Bitcoin Banco

redacao Por redacao
27/08/2021 - 12:12
em Cidade
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Ex-garçom preso está ligado a outro caso de pirâmide financeira, em que aparece com R$ 19 milhões

Glaidson (à esquerda) e Cláudio José de Oliveira, o 'Rei do Bitcoin': os dois são alvo de acusações semelhantes (Fotos de reprodução)

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Preso na última quarta-feira, no Rio, sob a acusação de manter uma pirâmide financeira, o empresário Glaidson Acácio dos Santos, de 38 anos, está ligado a outro escândalo nos mesmos moldes. De acordo com informações da Justiça do Paraná, o ex-garçom é um dos principais credores com valores a receber após a falência do Grupo Bitcoin Banco, decretada em julho.

Responsável pelas operações do grupo, Cláudio José de Oliveira, conhecido como “Rei do Bitcoin”, foi parar atrás das grades dois dias antes de suas empresas falirem oficialmente — assim como Glaidson, ele também foi alvo de uma ação da Polícia Federal.

A PF apurava, na ocasião, desvios de R$ 1,5 bilhão em negociações que, de acordo com as investigações, simulavam a compra e venda de criptomoedas. Em outra semelhança entre os esquemas, Glaidson também se apresentava como investidor no campo das moedas digitais, tal qual fazia Cláudio José.

Em meio a cerca de 7 mil clientes lesados pelo Bitcoin Banco, Glaidson aparece com R$ 19,4 milhões que estariam em posse do grupo, o que o coloca entre os dez maiores montantes pendentes de pagamento.

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O grupo de Cláudio José de Oliveira era composto por oito empresas. As investigações começaram depois que, em 2019, ele registrou uma ocorrência na polícia alegando ter sido vítima de um ataque cibernético, o que levou a um bloqueio nos valores investidos por todos os clientes. As autoridades, porém, desconfiaram que tudo não se passava de uma armação, de modo a não realizar os pagamentos devidos.

No mesmo ano, o grupo chegou a conseguir uma ordem de recuperação judicial, o que interrompeu as ações cíveis às quais ele respondia. Posteriormente, contudo, a Justiça entendeu que o pedido foi uma manobra para tentar blindar o patrimônio dos proprietários.

No dia 7 de julho, já após a prisão de Cláudio José, a 1ª Vara de Falências e Recuperação Judicial de Curitiba decretou a falência de todas as empresas e ordenou que todos os possíveis credores fossem identificados.

Além do responsáveis principal pelo grupo, a operação da PF também prendeu outros quatro suspeitos. Oito carros de luxo, avaliados em R$ 2,5 milhões, foram apreendidos pelos agentes, bem como joias e valores em espécie. Todos os ativos ligados aos presos e às oito empresas podem ser utilizados para ressarcir os lesados pelo esquema — inclusive, na teoria, o próprio Glaidson.

Movimentação bilionária

De acordo com a Polícia Civil, que também investiga as atividades de Glaidson, o ex-garçom movimentou R$ 7 bilhões entre 2019 e 2020. As cifras bilionárias circularam por contas vinculadas a quatro empresas pertencentes ao suposto investidor.

Duas das companhias têm sede em Cabo Frio, na Região dos Lagos, cidade que ficou conhecida como Novo Egito por conta da fartura de promessas de enriquecimento fácil através de investimentos suspeitos. As outras duas empresas de Glaidson estão cadastradas em Barueri, no estado de São Paulo. Somadas, as quatro companhias têm capital social declarado de mais de R$ 136 milhões.

Na operação em que Glaidson foi preso, os agentes apreenderam R$ 13,8 milhões em espécie e 591 bitcoins, que equivalem, na cotação atual, a quase R$ 150 milhões. A PF também recolheu 21 carros de luxo. Um único veículo, uma Lamborghini Urus, vale cerca de R$ 2,5 milhões.

O automóvel é, segundo a polícia, indiretamente associado a Glaidson, que teria colocado o certificado de propriedade de todos os carros no nome de terceiros, os chamados “laranjas”, com o intuito de não deixar rastros.

Além da polícia, as movimentações milionárias constantes podem ter chamado a atenção também de autoridades bancárias. Em pelo menos quatro processos localizados pelo GLOBO, três deles do ano passado, Glaidson tentava reverter, nos tribunais de Justiça de São Paulo, Minas e Rio, o encerramento à revelia de contas-corrente vinculadas a diferentes instituições financeiras.

O Banco do Brasil, o Santander e o Banco Inter informaram que não poderiam comentar o assunto por conta do sigilo bancário. Já o banco BS2 confirmou que já não tem vínculos ativos com o ex-garçom e acrescentou que “adota todas as medidas de segurança determinadas pelas entidades reguladoras e que está à disposição para colaborar com as autoridades”.

As informações são do Extra.

Tags: #Operação Kryptos#Pirâmide financeira
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