O governador Wilson Witzel (PSC) precisa ser responsabilizado pelo extermínio de pobres em favelas do Rio de Janeiro.
Ele defende abertamente a política de confronto nessas comunidades e demonstra um certo orgulho ao assumir que a Polícia está usando atiradores para eliminar suspeitos.
Nesta terça-feira (23), a política de confronto fez mais uma vítima. O gari comunitário William de Mendonça Santos, de 42 anos, foi morto durante um tiroteio na comunidade do Vidigal, na zona sul da cidade, e moradores acusam Policiais Militares.
O crime gerou revolta e protestos dos moradores (vídeos), que pedem a CPI da Polícia Militar na Alerj. De acordo com reportagem do site do jornal O DIA, a Delegacia de Homicídios (DH) da Capital apreendeu as armas dos policiais envolvidos na operação.
Uma manifestação devido à morte do gari comunitário William de Mendonça Santos, de 42 anos, durante um tiroteio nesta segunda-feira, deixou a Av. Niemeyer interditada nos dois sentidos. Houve correria ao final do protesto, conforme mostram imagens que circulam nas redes sociais. pic.twitter.com/NmTHj6mHeW
— Casos de Polícia (@CasodePolicia) April 23, 2019
A DH vai apurar se os tiros que atingiram o gari partiram das armas dos PMs.
Os peritos farão um confronto balístico nas armas dos agentes que estavam na ocorrência.
Os militares deverão ser ouvidos novamente nos próximos dias. De acordo com a reportagem de O DIA, o laudo da necrópsia feita pelos peritos do Instituto Médico Legal (IML) deverá ficar pronto em até 30 dias.
Segundo denúncias de moradores, os disparos que atingiram o gari partiram da Polícia Militar.
A PM fazia uma operação na região conhecida como 314. A corporação informou, em nota, que policiais trocavam tiros com criminosos na comunidade quando encontraram Willian já baleado.
OUTRO LADO
A corporação informou, por meio de nota, que policiais trocavam tiros com criminosos na comunidade quando encontraram Willian já baleado.







