Morre Carlos Alberto Torres, capitão da seleção tricampeã da Copa do Mundo no México, em 1970; Ex-jogador atuava como comentarista na SporTV
O capitão do tricampeonato da seleção brasileira da Copa do Mundo de 1970, Carlos Alberto Torres, morreu hoje (25/10), aos 72 anos, no Rio de Janeiro. Ex-lateral direito, atualmente um dos comentaristas do canal de televisão paga SporTV, Carlos Alberto sofreu um infarto em casa e não resistiu.
Carlos Alberto passou por diversos clubes de futebol, como Botafogo, Santos, onde foi pentacampeão, e Fluminense, time do coração, onde também ganhou o tricampeonato. Ele encerrou a carreira no New York Cosmos, nos Estados Unidos.
Já como treinador, ganhou o título brasileiro de 1983, com o Flamengo; a Copa Conmebol, em 1993, pelo Botafogo; e o Campeonato Carioca, pelo Fluminense, em 1984.
TROCA DE PASSES
Sua última aparição na televisão, segundo o SporTV, foi no último domingo (23/10), quando o comentarista participou do programa Troca de Passes.
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) divulgou nota de pesar pela morte do ex-jogador. O presidente da entidade, Marco Polo Del Nero, declarou luto oficial de três dias. As bandeiras da sede da entidade estão a meio-mastro e todas as partidas das competições organizadas pela CBF terão um minuto de silêncio.
“Aos 72 anos, Carlos Alberto Torres deixa um enorme legado de conquistas e colaboração intensa para o desenvolvimento do nosso futebol. Obrigado, Capita. Sua história estará para sempre entre nós”, diz a nota da confederação.
VELÓRIO NA CBF
O velório de Capita será realizado no prédio da CBF, na Barra da Tijuca, mas a confederação ainda não divulgou data e horário. Já a Federação Internacional de Futebol (Fifa) informou que recebeu com “enorme tristeza” a notícia da morte do ex-jogador. A capa do site oficial da federação estampa uma foto de Carlos Alberto Torres segurando a taça da Copa do Mundo do México, em 1970, e uma extensa reportagem com relatos e casos do ex-capitão da seleção brasileira.
“A imagem do jogador erguendo o famoso troféu no ar como se fosse a coisa mais natural do mundo se tornou um ícone. Vale a pena parar por um momento e considerar o que significou ser o capitão de uma seleção tão ricamente talentosa e o que representou de fato essa conquista”, destacou a Fifa em seu site.
Sua atuação foi brilhante”, disse o ex-jogador Pepe sobre Carlos Alberto Torres
Ex-ponta-esquerda do Santos Futebol Clube, José Macia, conhecido como Pepe, lamentou a morte do amigo. “O Santos, quando o contratou, pagou uma fortuna. Normalmente um lateral não custava tanto”, lembrou.
“Mas ele chegou e tomou conta. Depois, com a saída do Zito, se tornou o capitão, tinha moral muito grande, pedia a palavra aos treinadores e, muitas vezes, ajudou, interferiu e pediu força aos companheiros. A gente sempre podia contar com o Carlinhos, ele era extraordinário”.
GOL DA VITÓRIA
Exemplo do talento de Carlos Alberto em campo foi atuação acachapante final da Copa do Mundo de 1970, quando ele marcou o quarto gol da vitória da seleção, contra a Itália, no México.
O passe, na ocasião, foi de Pelé, com quem o jogador também atuou no New York Cosmos, nos Estados Unidos, antes de pendurar as chuteiras e virar treinador – profissão que também lhe rendeu títulos.
Com a vitória na Copa, Carlos Alberto, que era o capitão, foi quem levantou e beijou a Taça Jules Rimet, que ficou com o Brasil depois de a seleção ganhar três campeonatos.
“Sua atuação, sua história foi brilhante”, reforçou o amigo. “Carlos Alberto Torres foi um líder nato, respeitado por companheiros, adversários, amigos”, completou.
*EBC








