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Estudante leva tiro em pagode no RJ e só percebe 4 horas depois

Renata de Assis continuou no local mesmo após ter sido baleada. Ela procurou uma emergência depois que perdeu a sensibilidade no braço

redacao Por redacao
25/02/2022 - 17:30
em Cidade
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estudante de pedagogia Renata de Assis, de 22 anos, levou um tiro durante um pagode em Rocha Miranda, na Zona Norte do Rio

Renata estava em aniversário de uma amiga em Rocha Miranda — Foto: Arquivo Pessoal

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A estudante de pedagogia Renata de Assis, de 22 anos, levou um tiro durante um pagode em Rocha Miranda, na Zona Norte do Rio, e só percebeu que tinha sido baleada quatro horas depois.

Ela estava no local comemorando o aniversário de uma amiga, e a constatação da bala alojada no braço aconteceu após exame de imagem feito durante a madrugada em uma emergência.

“A gente estava tranquila no pagode. Eu saí desse estabelecimento, por cerca de 5 minutos, e eu senti uma pressão muito forte no meu braço. Inicialmente, eu achei que era uma pedrada. A gente olhou no chão e não tinha nada de diferente. E, como forma de expressão, para explicar para as pessoas que estava doendo muito, eu comecei a falar que eu tinha tomado um tiro. Ninguém acreditou, eu também não acreditei”, afirmou Renata, em entrevista ao g1.

“Só que eu continuei na festa. O pessoal falou ‘vamos para o médico?’. Eu falei ‘que médico? Vamos curtir, vamos dançar, olha o pagodinho tocando’. Fiquei de boa. Teve uma hora que eu percebi que estava doendo. Segurei meu braço bem junto ao meu corpo e fiquei quieta. Comi doce, bolo, refrigerante, tudo normal. Foi quando eu parei de sentir meu braço. Estava doendo tanto, que eu não conseguia mexer mais. Não abria e fechava mais a mão”, completou Renata.

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Renata contou ainda que, ao chegar em casa na madrugada de domingo (20), falou do machucado para sua mãe, Rosângela de Assis. A estudante não queria ir a uma emergência, mas foi convencida pela mãe. Elas chegaram na UPA da Penha, Zona Norte do Rio, e viram – em um exame de imagem – que a bala estava alojada no braço direito.

“O que eu senti foi medo, desespero, achar que eu ia morrer e nunca mais ia sair de lá. Eu pensei ‘pronto, quando vê a plaquinha de emergência do hospital, você não sai mais. Acabou para mim’. Agora, eu estou bem. Estou só com uma bala no meu braço, mas estou bem”, disse Renata, com bom humor, sobre o que sentiu quando descobriu que a bala estava alojada.

Exame de imagem mostra projétil no ombro de Renata de Assis — Foto: Arquivo Pessoal
Ela foi baleada em Rocha Miranda, no Rio, e permaneceu na festa — Foto: Arquivo Pessoal

Família busca atendimento e consegue consulta só para junho

A vítima da bala perdida chegou a procurar o Hospital Estadual Getúlio Vargas, também na Penha, Zona Norte, após ser atendida na UPA. Segundo Renata, os médicos informaram que com a tentativa de retirar o projétil ela correria risco de perder os movimentos do braço e, por isso, ela segue com a bala alojada no ombro.

“Eles falaram para mim que tentar tirar em uma cirurgia seria mais arriscado do que deixar [no braço] porque ficou muito perto de um nervo. Todos os médicos e funcionários do hospital falaram que eu tive muita sorte. Porque se ela entrasse mais um pouquinho ela tinha pegado no nervo e eu tinha perdido os movimentos”, afirmou Renata.

A família, no entanto, está preocupada e ainda tenta uma outra opinião médica sobre o que fazer. A mãe da estudante, Rosângela, afirmou que cadastrou a filha no SisReg, mas só conseguiu consulta com um especialista para junho.

“Estou atrás de uma segunda opinião. Na segunda-feira (21), eu fui direto no SisReg para ela ser cadastrada na Clínica da Família, mas a consulta é só em junho. Eu acho que é inviável”, afirmou a mãe.

O que dizem os citados

A reportagem procurou a Polícia Militar para saber se havia operação ou policiamento em Rocha Miranda no dia em que Renata foi baleada, o 9ºBPM (Rocha Miranda) informou que “não houve operação realizada pelo batalhão no local na data mencionada” e as equipes não foram acionados para esse caso.

A Secretaria estadual de Saúde também foi procurada para saber se a recomendação médica realmente seria a de não retirar o projétil. A pasta também não respondeu.

A Secretaria municipal de Saúde também foi questionada se a rede só teria vaga com um especialista para a vítima de bala perdida em junho. Até a publicação desta reportagem não houve retorno.

Tags: #Estudante baleada#Pagode#tiros
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