A abertura de templos religiosos durante lockdown deve gerar questionamentos na justiça de comerciantes e donos de academias. A medida adotada em Campos dos Goytacazes (RJ) foi reforçada por decisão de ministro Kassio Nunes Marques do Supremo Tribunal Federal (STF) no último sábado (3).
A decisão do ministro foi em caráter de liminar e o tema vai ser discutido no plenário, mas sem data agendada por enquanto. Por enquanto vale a decisão de que estados, municípios e Distrito Federal não podem editar normas de combate à pandemia do novo coronavírus que proíbam completamente celebrações religiosas presenciais, como cultos e missas.
Em Campos, o prefeito Wladimir Garotinho (PSD) sancionou o projeto de lei 9.032, que classifica as igrejas como atividades essenciais em todo o município durante a pandemia.
“Esse projeto de lei é um marco importante para o município. Estamos passando por uma situação muito difícil no Brasil e em Campos não é diferente, cerca de 70% dos leitos estão ocupados. Precisamos diminuir o fluxo e por isso é importante os templos sigam as medidas de restrição. O papel da igreja é de suma importância para orientar, pregar evangelho e confortar nossa alma”, disse o prefeito no dia 15 de março quando assinou a lei ao lado de líderes religiosos.








