Acusado pelo MPE de frequentar a Prefeitura de São Fidélis-RJ, Davi Loureiro se diz vítima de perseguição;
O ex-prefeito de São Fidélis, Norte Fluminense, Davi Loureiro (PR), negou nesta quinta-feira (12) que seja condenado por desvio de verba pública e enriquecimento ilícito. Ele também se diz alvo de uma perseguição por setores do judiciário local, que ele chama de República do Fórum, e segmentos do Ministério Público Estadual (MPE).
Nesta quarta-feira (11), o MPE cumpriu mandado de busca e apreensão na sede da prefeitura, com objetivo de apurar denúncias de que o ex-prefeito estaria usurpando a função pública do atual prefeito Amarildo Alcântara (PR).
Loureiro foi denunciado pelo MPRJ na terça-feira (10/10). A promotoria alega que ele está proibido de exercer função pública em São Fidélis em decorrência de condenação “por ato de improbidade administrativa”.
Em nota oficial, Loureiro explica que é servidor público concursado do Estado e está cedido ao município. Ele também esclarece que está condenado pela justiça por conta da prestação de serviços de um contabilista especializado em contas públicas no período em que foi prefeito.
UM LEÃO NAS RUAS
Conheço Davi Loureiro há mais de duas décadas. O conheci quando ainda era presidente da Câmara de Vereadores e eu um repórter do extinto Jornal A CIDADE. Era um político opositor de opiniões firmes. Ao longo de sua carreira, esta peculiaridade criou áreas de atritos que até hoje custa um alto preço. De forma que no país em que políticos foram condenados por receber mensalão e amealhar fortunas desviando verbas públicas, o ex-prefeito tem condenações banais, como o uso de carro com alto falante acima do volume permitido pela justiça.
Isso há lhe custou a elegibilidade. Outra condenação foi nomeação de uma profissional de saúde para agilizar o atendimento aos pacientes de São Fidélis que chegavam ao Hospital Ferreira Machado, referência no atendimento de emergência regional.
Loureiro é um político do interior com qualidades e defeitos. É de uma sinceridade que atropela melindres. Tem uma disposição incomum para o trabalho. É um leão nas campanhas eleitorais e dono de uma coragem que não lhe permite se dobrar as adversidades. Esse último tópico, talvez, seja a origem de muitos dramas. Muita gente já foi alvo desta sinceridade incontida e responde por meio de denúncias. Contudo, seu prestígio político sobrevive.
Na impossibilidade de ser candidato na eleição do ano passado, foi o fiador da campanha do atual prefeito Amarildo Alcântara. Foi uma vitória avassaladora. Agora, o que se deduz, é que os órgãos de controle externo querem proibi-lo de frequentar o prédio da administração municipal. Além do rigor da Justiça e do próprio MPE, há sinais claros de que Loureiro é vítima de fogo amigo. Tudo indica, que o combustível que alimenta a fogueira da inquisição local está saindo de dentro.
Segue abaixo nota oficial:








