Concorrência de lotadas, passagem defasada e um prefeito indiferente; entenda o caos no transporte coletivo de Campos-RJ;
Da redação
Funcionários de cinco empresas de ônibus que operam em Campos dos Goytacazes-RJ paralisaram as atividades em decorrência da crise que afeta o transporte coletivo na cidade. A A São João, Turisguá, Rogil, Siqueira e Cordeiro denunciam concorrência predatória do transporte clandestino e alegam que o congelamento no valor das passagens inviabiliza o funcionamento. Todos deixaram de circular no início da tarde desta segunda-feira (22).
Os funcionários afirmam que estão há quase quatro meses sem receber os salários, como também o décimo terceiro. Além disso, a empresa não estaria mais pagando as horas extras para cobradores e motoristas.
No início do dia, a empresa São Salvador – que circula na Baixada Campista – também havia parado seus coletivos, mantendo funcionários de braços cruzados, na garagem.
ENTENDA O CASO
Os empresários reclamam da indiferença do prefeito Rafael Diniz ante a falência do setor. Segundo eles, apesar de inúmeras tentativas de marcar uma audiência, o governo se mantém calado. A tarifa atualmente está em R$ 2,75. Para cobrir custos, as empresas pedem um reajuste para R$ 3,90. O valor, segundo explicam, seria “o justo em termos contábeis para manter o transporte de passageiros rentável na cidade”.
Os problemas financeiros são cada vez mais frequentes nas empresas, algumas diminuem coletivos durante o dia para economizar combustível. Enquanto isso os cidadãos ficam reféns do transporte alternativo – vans e carros de passeio que realizam transporte de forma clandestina na cidade, muitos veículos com licenciamento atrasado e sem a mínima condição de circular.
Até o momento, o presidente do Instituto Municipal de Trânsito e Transporte (IMTT), Renato Siqueira, até o momento, não se pronunciou sobre o assunto.
*Agência VIU!








