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Deputada de SP pede cassação de parlamentares por racismo e injúria

Gilmaci Santos chamou Mônica Seixas de 'louca' e Wellington Moura disse que iria colocar um cabresto nela, equipamento usado para prender a boca de cavalos

redacao Por redacao
22/05/2022 - 12:17
em Cidade
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Psol, Alesp, Deputada Monica Seixas, transfobia

Deputada denuncia violência de gênero e transfobia durante sessão em SP (Foto: Divulgação Assessoria)

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A deputada Mônica Seixas (Psol) entrou com um pedido no Conselho de Ética da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) pedindo a perda de mandato de dois deputados, por racismo e por injúria. Além disso, na tribuna da assembleia, ela denunciou falas transfóbicas de um terceiro parlamentar.

O bate-boca começou na terça-feira (24), quando 73 deputados participavam da votação sobre a cassação de Arthur do Val, por falas machistas contra refugiadas ucranianas. O deputado Douglas Garcia (PTB), subiu à tribuna e falou sobre a parlamentar Érica Malunguinho (Psol), uma mulher trans.

“Quando houve por exemplo a votação do relatório final da cassação do Arthur do Val no Conselho de Ética, de forma absolutamente infeliz a deputada Malunguinho tomou o microfone querendo comparar o meu comportamento com o comportamento de Arthur do Val, disse que sou violento, agressivo. Não sou violento, não sou agressivo, quem é violenta com as mulheres é a deputada Érica Malunguinho, pelo simples fato de se achar mulher”, disse Douglas Garcia.

Mônica interveio e pegou o microfone: “transfobia é crime e está ocorrendo aqui agora”.

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Após isso, outro deputado, Gilmaci Santos (Republicanos), a interrompeu, a chamou de louca, e, segundo ela, a agrediu e colocou o dedo em seu nariz.

Registro de ocorrência

No mesmo dia, terça-feira, a deputada registrou um boletim de ocorrência contra Gilmaci Santos e Douglas Garcia por injúria e calúnia. No documento policial, Mônica contou que Gilmaci a chamou de “louca”, e disse que Douglas “insurgiu-se contra ela, alegando ter sido agredido pela mesma”.

A confusão continuou no dia seguinte, com a votação da perda de mandato do deputado Frederico D’Ávila, que xingou o papa e bispo na Alesp. A votação foi adiada mas, antes disso, Mônica utilizou o tempo de discurso pra falar sobre saúde pública.

O presidente da assembleia interrompeu a deputada e disse que ela estava falando de outro assunto.

O deputado Wellington Moura (Republicanos) pegou então o microfone e disse para Mônica: “vou colocar um cabresto na sua boca”. Ela retrucou “você não vai calar minha boca”, e ele respondeu “vou sim”.

A deputada disse que a fala foi racista porque cabresto é um instrumento usado em animais, e foi usado contra uma mulher negra.

Após esses episódios, Mônica entrou com os pedidos no Conselho de Ética da Alesp contra Gilmaci Santos e de Wellington Moura.

Sobre a fala de Douglas Garcia, o g1 entrou em contato com a deputada Érica Malunguinho e aguarda um posicionamento.

Procurado sobre a denúncia de transfobia, Douglas Garcia disse que não houve transfobia na fala dele e que os que estão falando sobre ele é calúnia. Sobre a denúncia de violência de gênero, Gilmaci Santos disse que realmente chamou a deputada de “louca” em um momento acalorado, mas afirmou que não agrediu a deputada e que vai acionar a justiça por injúria. E o terceiro envolvido, Wellington Moura, não respondeu aos questionamentos da reportagem.

A deputada Mônica Seixas disse que episódios de machismo e violência têm sido comuns nos parlamentos brasileiros. “E se a gente não dar os nomes que têm nem sempre a gente consegue encaminhar para uma solução. Noto que a gente vem enfrentando vários eventos, inclusive o que aconteceu comigo na Assembleia Legislativa de São Paulo é grave justamente porque não é um caso isolado e isso precisa ser nomeado até porque outros atores têm que ser envolvidos. Acho que é tarefa do Ministério Público Eleitoral intervir para a proteção de nós mulheres parlamentares”.

As informações são do g1.

Tags: #Alesp#Injúria RacialRacismo
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