Polícia de Minas desmantela organização criminosa que operava de QG montado dentro da Penitenciária Ribeirão das Neves;
Da Agência VIU! e O Tempo
De dentro da penitenciária Dutra Ladeira, em Ribeirão das Neves, na região metropolitana de Belo Horizonte, um homem de 32 anos comandava o tráfico de drogas no bairro Paraíso, na região Leste de Belo Horizonte. Investigações da Polícia Civil apontam que o suspeito utilizava celulares para falar com integrantes do bando. Ele chegava até a fazer conferência com comparsas. As informações são do Jornal O Tempo.
Além disso, conforme a Polícia Civil, Ferreira usava a própria mulher, de 36 anos, para enviar ordens a integrantes da quadrilha. O esquema foi desarticulado pela Polícia Civil em duas fases, uma em fevereiro e outra em junho deste ano, e os detalhes foram divulgados nesta segunda-feira (31).
De acordo com o delegado Leandro Alves Santos, em fevereiro, foram detidos dois homens que já ganhou liberdade na Justiça, e outro em junho.
O delegado explicou que começou a investigar o grupo no fim de 2015, depois que a Polícia Militar apreendeu uma submetralhadora na região do bairro Paraíso, conhecida como “Rato Molhado”. Além disso, constatou-se um aumento no conflito entre a gangue desarticulada e outra rival.
“Nós fizemos uma investigação muito densa, com a coleta de diversas informações sobre essa organização. Foram decretados pelo juiz 22 mandados de busca e apreensão que nós cumprimos em duas etapas. Nós conseguimos fazer três prisões em flagrante”, explicou o delegado.
A Secretaria de Administração Prisional (Seap) informou que instaurou um procedimento interno para apurar o caso. Segundo a pasta, as unidades prisionais realizam revistas rotineiras para coibir a entrada e a permanência de materiais ilícitos no interior de celas.
A gangue era bem estruturada. Segundo o delegado Leandro Alves Santos, os integrantes desempenhavam papeis específicos.
Um deles, por exemplo, acumulava as funções de matador e gerente, segundo as investigações. O delegado disse que o suspeito que está solto era o responsável por emprestar armas e vender entorpecentes.
No total, são dez indiciados por tráfico de drogas, associação para o tráfico e organização criminosa. Considerando a maior pena de cada crime, os detidos podem ficar presos por até 20 anos, informou Santos.
ENTENDA O CASO
A Polícia Civil de Minas Gerais concluiu uma investigação que desarticulou organização criminosa responsável por tráfico ilícito de drogas no bairro Paraíso, região Leste de Belo Horizonte. Foram presos Marney da Silva Ferreira, de 32 anos, Rômulo Gomes de Abreu, de 21, e Douglas Henrique Santos Vince, de 22. Outras sete pessoas foram indiciadas.
O delegado Leandro Alves, que coordenou as investigações, destaca que os trabalhos começaram no fim de 2015, com a apreensão, pela Polícia Militar, de uma submetralhadora, em um local no bairro Paraíso conhecido como “Rato Molhado”.
A investigação durou sete meses. No período foram cumpridos 22 mandados de busca e apreensão, cumpridos em fevereiro e junho deste ano. Na ocasião três pessoas foram presas em flagrante por tráfico de drogas, Rômulo, Douglas e Wallison Rafael Santos, de 28 anos. Marney já se encontrava no sistema prisional. Walisson e Rômulo foram presos na primeira fase dos cumprimentos e Douglas na segunda. Walisson foi, posteriormente, solto pela Justiça.
O grupo criminoso, segundo a polícia, comercializava drogas nos bairros Paraíso, Santa Efigênia, Santa Tereza, São Lucas e Esplanada. O delegado também suspeita da venda de armas, mas esta atividade não seria o principal objetivo.
Marney é considerado, pela Polícia, o líder da organização. Ele comandava todo o esquema de dentro da penitenciária, onde cumpre pena, desde 2012, por homicídio. Ele se utilizava, clandestinamente, de aparelhos celulares para realizar até mesmo conferências com outros integrantes.
*Agência VIU!








