Dia Nacional contra o preconceito a pessoa com Nanismo será comemorado com palestras e caminhada na praia de Copacabana, na zona sul do Rio
Da redação
Começa nesta sexta-feira (21/10), no Rio, o 1º Congresso Brasileiro de Pessoas com Nanismo. O evento promovido pela Associação de Nanismo do Estado do Rio de Janeiro (ANAERJ) em comemoração ao Dia de Combate ao Preconceito a Pessoa com Nanismo (25/10) acontecerá até domingo (23/10) com atividades de entretenimento, palestras sobre saúde e conscientização. Através do decreto 5.296, o nanismo passou a ser considerado como deficiência no ano de 2004.
A data 25 de Outubro ficou oficial no mundo, em homenagem ao já falecido ator norte-americano Billy Barty, que tinha nanismo e foi uma das primeiras pessoas a lutar contra o preconceito. No Brasil, o projeto de lei nacional ainda tramita em Brasília, mas nos estados do Rio de Janeiro e Santa Catarina, a Lei já está sancionada.
De acordo com Liana Hones, representante da Comissão Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência da Assembleia Legislativa de Santa Catarina, o estado do sul foi pioneiro em criar a Lei n. 16.615/15 que instituiu o dia da Pessoa com Nanismo e que esse ato motivou a conquista em outros estados. “Mas apenas a lei do dia não é o suficiente; temos que desenvolver uma série de ações” destacou Liana.
O 1º Congresso Brasileiro de Pessoas com Nanismo tem como objetivo tornar a causa conhecida pela sociedade, a fim de promover a inclusão e a troca de experiência com a participação ativa das pessoas com nanismo, familiares e profissionais que tem relação com essa deficiência.
O ator Gigante Léo, que tem nanismo diástrofico, vai participar da abertura.No segundo dia, uma junta médica vai abordar os principais problemas de saúde relacionados à deficiência, tirando dúvidas dos mais de 400 tipos e subtipos de nanismo. Já no terceiro dia, domingo (23/10) uma caminhada na orla de Copacabana, encerra as atividades de comemoração da data.
“O debate sobre essa patologia é essencial para tornar visível as políticas públicas e assim possivelmente melhorar na qualidade de vida dessas pessoas que lutam para ultrapassar as barreiras sociais, culturais, científicas, mas, sobretudo, as barreiras reais do preconceito”, afirmou a presidente da ANAERJ, Kenia Maria Rio.








