O comerciante Alberan de Freitas Epifânio torturou um quilombola em situação de rua no último sábado (11) na cidade de Portalegre (RN), segundo informações do Pragmatismo Político.
Luciano Simplício teve os pés e mãos amarrados e foi espancado no meio da rua. Um vídeo registrou alguns trechos do episódio bárbaro, que mostra o homem negro chorando e com o rosto voltado para o chão.
É possível ouvir duas mulheres ao fundo conversando e uma delas diz: “ele quer linchar”. Alberan, em seguida, desfere mais um chute nas costas do homem caído e uma outra mulher pede: “não mate, não”. O comerciante responde: “Mato, mato ele. O que é meu eu tenho o direito de defender.”
Alberan é proprietário do Mercadinho Eduarda. De acordo com o portal Mossoró Hoje, o comerciante teria espalhado pela cidade que Luciano seria um ‘bandido’ e que estava ‘sempre drogado’. O quilombola não gostou e, ao ficar sabendo das acusações, reagiu atirando pedras no comércio de Alberan.
A cena do espancamento chegou até a governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT-RN), que se manifestou nas suas redes sociais afirmando que o governo estadual não será conivente e “não compactuará com manifestações eivadas de discriminação, intolerância, ódio e abusos de quaisquer naturezas.”
Após o caso ganhar repercussão, o comerciante foi alertado por amigos em um grupo de WhatsApp que poderia sofrer consequências pelo crime que cometeu. Alberan, no entanto, minimizou: “Nada demais, isso é só movimento. Isso já era esperado, não estou arrependido não. Para defender o que é meu, eu faço. Fiz e faço quantas vezes for preciso”, disse ele em áudio.
Veja a repercussão










