Em apenas três dias de campanha na disputa sucessória de Campos (RJ), Norte do Estado, o deputado Wladimir Garotinho (PSD) protagoniza uma agenda acelerada, com atividades de rua, encontros com grupos representativos e presença intensa nas redes sociais.
O parlamentar que exerce o primeiro mandato de deputado Federal, se preservou da disputa local até o último momento e ao entrar em campo, promoveu uma revitalização do garotismo na cidade que é berço político dos pais, Anthony e Rosinha Garotinho.
https://www.instagram.com/p/CFmn58npL-Y/
Os compromissos de agenda envolvem as atividades mais variadas: participação em adesivação de carros nas ruas ao lado de candidatos a vereadores pela coligação, encontros com líderes religiosos, como o bispo católico dom Fernando Rifan, pastores e com jovens em rodas de conversa.
São 11 candidatos disputando a Prefeitura. Wladimir, até o momento, é o postulante com maior presença de rua e nas redes sociais.
No último domingo, ao lado do vice Frederico Paes, ele apresentou a primeira live e procurou mostrar autonomia de voo. Destacou, entre outras coisas, que o seu vice não será uma peça decorativa no governo. “Ele vai atuar ativamente”, afirmou.
https://www.instagram.com/p/CFqY2P0J73R/
Frederico Paes atua no setor empresarial e no ramo da saúde. É diretor executivo licenciado do Hospital dos Plantadores de Cana e presidente da Coagro, cooperativa de produtores de cana que atualmente comanda a Usina Sapucaia. Tem acompanhado Wladimir em todas os compromissos de campanha.
Um detalhe que passa despercebido: ele é primo de Beatriz Barbosa Diniz, mãe do atual prefeito Rafael Diniz, adversário da família Garotinho e que disputa reeleição.
“Sou candidato a prefeito de Campos porque acredito que esta cidade tem jeito. A gente vem conversando com as pessoas, com a sociedade, montando um plano de governo que faça a cidade funcionar”, disse Wladimir durante a live.
O candidato também fez uma opção preferencial por uma campanha mais propositiva, sem beligerância.
“Não vamos ficar olhando para o governo que vai passar, governo que já passou. Nós temos que buscar um novo caminho para esta cidade, uma nova história e sem ressentimentos. Quem não fez, perdeu a vez”, disse.
Campos dos Goytacazes tem 11 candidatos à Prefeitura. É a maior fragmentação de candidaturas desde a eleição de 1988, quando Anthony Garotinho ganhou a eleição para exercer o seu primeiro mandato de prefeito na cidade. Na época, quando se elegeu, ele também era deputado, só que na Alerj.
O garotismo é forte no segmento popular. Na cidade, tradicionalmente, o grupo sempre surfou em 30% dos votos. Mas ao compor a chapa com Frederico Paes, o grupo cria uma abertura para ampliar a base a eleitoral na classe média.
https://www.facebook.com/wladimirgarotinhoo/photos/pcb.2004595839675268/2004595456341973/
Fonte: Facebook
Há outro ingrediente que turbina a inserção na pedra: o mandato parlamentar. Wladimir destinou emendas parlamentares para quatros hospitais filantrópicos da cidade que estavam à beira de um colapso financeiro por falta de repasses.
A atividade parlamentar atraiu um segmento que, em tese, era distante de Garotinho. Pode ser uma abertura para ultrapassar o teto de 30% e tentar decidir a eleição no primeiro turno.
O encontro de Wladimir com o bispo Rifan e outros líderes religiosos também sinaliza um novo elemento. Ele entra na base bolsonarista que tem raízes no movimento religioso, especialmente no segmento católico conservador e nas denominações neopentecostais.
Na cidade, o PSL que agrega esta base indicou a vice na chapa de Caio Vianna (PDT), mas os candidatos à vereadores pela legenda foram liberados para apoiar Wladimir.
Em apenas três dias de campanha, o candidato do PSD mostrou que o garotismo pulsa.








