Com o desmonte de programas sociais, surgem as moradias improvisadas sobre calçadas;
Da redação
Na década de 80 e 90, a expressão crianças de rua se tornou comum no Brasil, em função do grande número de menores que vivia pelas vias públicas cheirando cola, pedindo comida, praticando assaltos e, muitas delas, terminando a vida executadas por grupos de extermínio, como se viu na Chacina da Candelária, em julho de 1993.
Na cidade de Campos dos Goytacazes, Norte do Estado do Rio, a expressão que está se tornando comum nesses tempos de crise é “família de rua”.
Nos últimos seis meses, desde que o prefeito da cidade Rafael Diniz (PPS) iniciou o desmonte de programas sociais, cresce o número de pessoas que estão morando em cabanas improvisadas sobre calçadas.
MISÉRIA NA PRINCESA ISABEL
Nesta segunda-feira (18), por exemplo, uma família estava morando debaixo de amontoada de papelão sobre uma calçada próxima a Rua Princesa Isabel, no Turfe Club, zona de classe média da cidade.
Horas depois de ser fotografada por um transeunte, a casinha de papelão foi visitada por uma equipe de assistentes sociais da Prefeitura (foto acima ⬆).
A miséria nas ruas é o efeito direto da tragédia orçamentária de um município que corta programas sociais, mas que acaba de fazer uma prorrogação de contrato com empresa de publicidade no valor de R$ 5 milhões. Recentemente contratou uma empresa com dispensa de licitação para administrar o aeroporto da cidade. Preço da brincadeira: mais de R$ 6 milhões por 180 dias. Em outro ponto, na rua do Leão, no bairro IPS, uma família também está morando sob uma barraca na calçada. Confira: ⬇

A verba milionária de publicidade, segundo informações, estaria alimentando sites dedicados a disseminação de Fake News (noticias falsas) contra adversários do governo.
O trabalho sujo incluiria também compartilhamento de notícias falsas e espionagens em grupos de Whatsapp, além da propagação de “agenda positiva” do prefeito Rafael Diniz. Há indícios de que integrantes do primeiro escalão do governo estariam operando e comandando pessoalmente esse tipo de tarefa.
SAÚDE ESTÁ CAÓTICA
Seria cômico se não fosse trágico. Enquanto o governo brinca com o dinheiro público, sobra miséria nas ruas e a saúde está às vésperas do caos. A prefeitura está inadimplente com os hospitais filantrópicos e deverá impor uma redução contratual. Só a Santa Casa de Misericórdia de Campos vai demitir 500 funcionários.
A Beneficência já interrompeu a internação no Centro de Terapia Intensiva (CTI).
*Atualizada em 18/09/2017 às 18h06min
*Agência VIU!








