Com mais de 80% do orçamento esgotado, Câmara de Vereadores de Campos dos Goytacazes tenta salvar o natal com a venda da folha de pagamento;
Papai Noel está ameaçando fazer um “cavalinho de pau” com trenó para passar distante da Câmara de Vereadores de Campos (RJ), no Norte Fluminense. O ambiente por lá é péssimo e o clima é de praga do Egito.
Depois de enfrentar um corte de 30% nos salários, os servidores do legislativo agora poderão ficar sem o 13º. Para cobrir o rombo, o legislativo ainda tenta antecipar receita vendendo a folha de pagamento para uma instituição financeira. O edital está na rua desde agosto, mas tudo indica que não houve comprador, porque os servidores continuam recebendo pela Caixa Econômica Federal.
De acordo com o balanço do 5º bimestre publicado nesta sexta-feira (30) no Diário Oficial do Município, o legislativo torrou mais de 80% do orçamento de R$ 27 milhões e tudo indica que vai faltar dinheiro para encerrar o ano fiscal de 2018.
No suntuoso Palácio Nilo Peçanha, que abriga o gabinete dos parlamentares, já falta água, cafezinho e até manutenção do ar condicionado. Tem racionamento até de papel higiênico.
CONFIRA BALANÇO DO 5º BIMESTRE DE 2018

Gestão financeira de legislativo é uma tarefa complicada em ano eleitoral, principalmente quando o presidente disputa mandato eletivo. Este ano o presidente Marcão Gomes (PR) concorreu a um mandato na Câmara Federal. Perdeu o juízo e a eleição, porque, entre outras coisas, gastou dinheiro contratando, por exemplo, 30 porteiros. Haja entrada e saída para vigiar!
Outro contrato curioso foi o de tradução online de libra, serviço que até hoje é um mistério nos corredores do legislativo, porque nas sessões da Câmara transmitidas pela TV nesse profissional não aparece.
Marcão Gomes, nos últimos tempos, tem demonstrado um certo nervosismo e seu futuro sucessor na presidência da mesa-diretora, vereador Fred Machado (PPS), está com cara de poucos amigos e não demonstra disposição para cultivar horta de pepinos.








