O presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio), Rodrigo Bacellar (União Brasil), está com corpulência no contexto político regional e não vai cruzar os braços na disputa eleitoral de Campos dos Goytacazes (RJ), sua cidade natal.
A quem interessar possa: é uma das meninas dos olhos do parlamentar que é um potencial candidato à sucessão estadual em 2026.
Recentemente Bacellar comandou uma reunião de trabalho com todos os pré-candidatos a vereadores de sua legenda e outros partidos aliados na cidade natal. Pediu empenho da tropa na campanha da pré-candidata à prefeita, delegada Madeleine Dickman.
Para confrontar a oligarquia familiar que está dominando a política local por mais de três décadas, o parlamentar está mostrando em números o legado de sua ascensão política neste curto espaço de tempo, que inclui o trabalho como deputado, secretário de Estado de Governo (com forte influência na administração Cláudio Castro) e presidente do legislativo estadual.
“Veja que o governo Cláudio Castro aportou R$ 1,5 bilhão em Campos. O prefeito não teria condições de honrar folha de pagamento no início de seu mandato se não fosse o aporte do governo do Estado. Se os servidores, incluindo RPAs, estão recebendo é graças a Deus e ao governo Cláudio Castro”, disse.
A lista é mais extensa:
“As obras do Hospital Geral de Guarus, o asfalto nas ruas, recuperação do dique à margem do rio Paraíba, em frente ao Palace Hotel (derrubado em decorrência da explosão de uma adutora da concessionária Águas do Paraíba), também obra do governo do Estado. O prefeito usa as redes sociais para se enaltecer como iniciativa dele e nem agradece. Além de soberbo, é um ingrato”, alfinetou.
Vai ter disputa
As pesquisas qualitativas demonstram que a cidade de Campos está madura para mudança e apontam inúmeros pontos vulneráveis tanto na imagem do prefeito Wladimir Garotinho (Progressistas) quanto na administração municipal.
A campanha do prefeito está centrada em dois pilares visíveis: um exército estimado em 20 mil RPAs e um aumento expressivo do número de beneficiários do programa Cartão Cidadão (antigo Cheque Cidadão) em ano eleitoral.
A delegada, neste contexto, é um fato novo e tem uma forte identidade com o eleitorado conservador. É jovem, evangélica, atua com trabalho sociais e tem uma atuação bem avaliada no combate à criminalidade. O histórico do fator máquina administração nos últimos pleitos não é positivo. A máquina local perdeu a eleição em 2016, no primeiro turno, e em 2020 não chegou ao segundo turno.








