Protesto, passeata e tentativas de acampamento na sede da prefeitura marcaram o último dia da paralisação que foi iniciada no último dia 18/05 |
Os professores da rede municipal de Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, encerraram na noite desta sexta-feira (22/05), uma greve de cinco dias. O movimento foi encerrado com uma manifestação em frente à sede da prefeitura, no bairro Santo Amaro, zona de classe média do município.
A greve iniciada na última segunda-feira 18/05 foi liderada pelo Sindicato Estadual dos Profissionais de Ensino (Sepe). Os professores reivindicam reajuste salarial, realização de concurso público, merenda escolar de qualidade, melhorias na infraestrutura nas escolas, material didático de melhor qualidade pedagógica, assistência à saúde, revisão do Plano de Cargos e Salários, reposição das perdas salariais e incorporação da gratificação nos salários dos profissionais.
Cerca de 500 profissionais participaram de um ato público na Praça São Salvador, às 15h, e no início da noite saiu em passeata com destino à sede da prefeitura, onde um grupo de tentou acampar no pátio.
Em frente à prefeitura foram registrados alguns incidentes. Parte da grade que cerca o pátio foi quebrada quando manifestantes foram impedidos de entrar. Os professores acusaram a Guarda Civil Municipal de usar de spray de pimenta contra os manifestantes.
Os grevistas decidiram encerrar o movimento depois que os secretários de Administração e Gestão de Pessoas, Fábio Ribeiro; e o de Educação, Frederico Tavares Rangel, receberam uma comissão do Sepe.
Federação contesta o Sepe
Na hora em que ocorria a manifestação na prefeitura, o presidente da Federação dos Servidores Públicos Municipais do Estado do Rio (FESEP), Marco Correa, afirmou que a entidade vai acionar o Sepe junto ao Ministério do Trabalho e na Justiça do Trabalho. A afirmação foi durante entrevista ao programa Fim de Tarde, apresentado pelo jornalista Roberto Barbosa na rádio Diário FM.
Corrêa destacou que o Sepe representa os professores do Estado do Rio e ao se inserir como representante dos educadores de Campos estaria quebrando a unidade sindical, que é garantida pela legislação.
“O Sepe conseguiu uma carta de representação por um erro do Ministério do Trabalho na gestão do ex-ministro Carlos Lupi. O erro foi admitido pela própria secretária-executiva da pasta. Logo depois eles conseguiram uma nova carta genérica, que não garante esta representatividade”, disse o sindicalista.
Correa também salientou que esta representatividade em Campos cabe ao Siprosep (Sindicato dos Profissionais Servidores Públicos Municipais), que já negociou a política salarial com o governo.








