Acidentes com motociclistas já responde por 17% na estatística de atendimento no Hospital Ferreira Machado;
Moto é um transporte de risco na cidade de Campos dos Goytacazes-RJ, no Norte Fluminense. De acordo com estatísticas do Hospital Ferreira Machado, até maio deste ano, 1.099 pacientes foram atendidos no setor da emergência da unidade em decorrência de acidentes com esse meio de transporte.
Só no primeiro trimestre deste ano, esses acidentes foram responsáveis por 17% das internações no Centro de Terapia Intensiva (CTI). A maioria dos pacientes, um total de 441, é jovem na faixa etária entre 20 e 29 anos e do sexo masculino (806). Portanto, é um grupo em idade economicamente produtiva, mas alguns acabam afastados do mercado de trabalho por conta de mutilações.
Representando o 5º Grupamento de Bombeiros Militares (GBM), o capitão Thomas Dutra ressaltou que os números apresentados podem ser ainda maiores, já que a unidade de saúde só possui a estatística de atendimentos realizados no hospital.
“A gente analisou os números apresentados pelo Ferreira Machado e acrescentou que esse número pode ser maior, principalmente o de óbitos, porque muitas vezes a vítima nem chega a ser socorrida para o hospital. No 5º GBM foi estabelecido um plano de metas e uma delas é diminuir o número de acidentes de motos. Já enviamos ao órgão da Prefeitura um documento identificando a área com os maiores índices de acidentes com motos e solicitamos a possibilidade de instalação de radares nessas áreas. Isso é algo a mais para estarmos somando”, destacou.
A superintendência Ferreira Machado está tentando unir desenvolver uma ação educativa unindo representantes da Guarda Civil Municipal (GCM), Polícia Militar (PM) e Corpo de Bombeiros. O objetivo é elaborar uma campanha para alertar a população.
O chefe da seção de Planejamento de Operações do 8º Batalhão de Polícia Militar (BPM), Raphael Viana, destacou que a PM também está engajada em mobilizar ações para reduzir o número de acidentes motociclísticos. Ele ressaltou que as famílias têm papel fundamental para orientar jovens que utilizam motos.
“Não são os órgãos públicos, mas as famílias também devem orientar, principalmente os jovens que pilotam motos a andarem com os aparatos de segurança, como o capacete, e estarem devidamente habilitados para conduzir esse tipo de veículo. Estamos fazendo nossa parte tanto educacional quanto de repressão das irregularidades e vamos intensificar ainda mais”, afirmou.
*Agência VIU!








