A longa caminhada do auxiliar de serviços gerais Alex Negrão: foram cinco dias na estrada entre Campos dos Goytacazes e Rio de Janeiro;
A longa e sofrida caminhada do auxiliar de serviços gerais Alex de Souza Paixão, de 37 anos, mais conhecido como Alex Negrão, traduz o drama do desemprego em sua cidade natal, Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense.
Pai de três filhos e com apenas R$ 60 no bolso, ele caminhou 275 km por cinco dias, saindo de Campos com destino ao Rio de Janeiro, em busca de uma oportunidade.
Sem esperança de conseguir uma colocação no mercado de trabalho local, o peregrino levava na bagagem um plano B: sensibilizar um programa de TV de grande audiência, como o de Luciano Huck, na TV Globo.
A cidade de Campos dos Goytacazes, assim como os demais municípios do Norte Fluminense, enfrenta uma grande retração no mercado de trabalho desde o final de 2015.
A esperança é participar de um quadro do programa que lhe garanta um prêmio que dê para montar o próprio negócio e alimentar os três filhos. É o “mundo fantástico” dos programas popularescos rondando o imaginário popular em meio a tragédia do desemprego.
Até o presente momento, o máximo que a longa caminhada transmitida na página de Alex no Facebook rendeu foi uma reportagem no Jornal Extra.
https://www.facebook.com/alex.negrao.752/videos/vb.100028030307228/172164553727887/?type=2&video_source=user_video_tab
Fonte: Facebook
“É muito triste para um pai não conseguir dar coisas básicas que meus filhos precisam. Fui deixado pela minha mulher, então eles só dependem de mim. Já passamos por muita necessidade, não tinha o que comer. Mas eu não desisto”, relata o Negrão à reportagem do Extra.
Alex diz que estudou até a 4° série do ensino fundamental. Sua filha de sete anos sonha em ter uma mochila da Galinha Pintadinha para levar o material escolar.
Com apenas R$ 60, Alex sobreviveu à caminhada e ao chegar no Rio foi acolhido pela técnica em enfermagem Andréia de Oliveira Nunes, de 47 anos. Ela conheceu a história por meio de uma publicação no Facebook e se solidarizou, mas disse que não têm condições de acolher o peregrino por muito tempo.
“No início achei que fosse mentira. Não acreditei que um pai faria isso por um filho até ver um vídeo pedindo ajuda e abriguei ele na minha casa em Santa Tereza”, relata Andréia na reportagem do Extra.








