Chegando ao final do mandato, o prefeito de Campos dos Goytacazes (RJ), Rafael Diniz (Cidadania), além de se recusar a iniciar o processo de transição com o prefeito eleito Wladimir Garotinho (PSD), vem renovando concessões e adiando contratos com prestadores de serviços.
O município está com casos de covid19 em crescente e por conta da pandemia postos de saúde estão fechados e há ausência de insumos básicos nos hospitais.
Em nota, Diniz reafirmou que ele e os técnicos da Prefeitura de Campos estão com os dados prontos para iniciar a transição e garantir a continuidade administrativa. “A prefeitura aguarda apenas a definição pela Justiça Eleitoral do candidato eleito para que possa iniciar o processo”.
O índice de ocupação dos leitos de UTI exclusivos para pacientes com o novo coronavírus chegou 70% na rede SUS no dia 23 de novembro, segundo um comunicado divulgado pelo Gabinete de Crise de Enfrentamento ao Coronavírus da prefeitura.
No Diário Oficial desta quarta-feira (2), Diniz publicou extrato do 14º termo aditivo com “perdão de dívida pretérita, supressão contratual num percentual de 32,446%” do valor mensal atualmente praticado do Contrato n° 001/2008 e a “prorrogação de prazo de vigência contratual, para prestação de serviços de limpeza pública no município de Campos dos Goytacazes” por 5 anos. A supressão representa uma redução de R$ 1,9 milhão no contrato em troca de mais 5 anos para a Vital, que realiza as operações de faxina de ruas, coleta de lixo urbano.
No dia seguinte ao resultado do primeiro turno e já fora da disputa à reeleição, novamente o prefeito Rafael Diniz publicou o adiamento de licitação para iluminação pública, até análise do Tribunal de Contas do Estado (TCE) de edital na modalidade Concorrência nº 002/2019, que o município publicou com indicações de correções anotadas pela própria Corte de controle externo. Na prática, o adiamento representa a manutenção da parceria público privada feita para a operação do parque de iluminação pública da cidade.








